quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O país nas mãos dos banqueiros e do agronegócio

Dilma chama representantes do agronegócio e dos bancos para compor ministérios

Nem começou o segundo mandato da presidente Dilma e as primeiras indicações do novo governo já mostram o caminho que ele tomará: o aprofundamento de uma política econômica que privilegia os bancos, as empreiteiras e o agronegócio. E quem vai pagar o pato, mais uma vez, são os trabalhadores e o povo pobre.

Nas mãos dos banqueiros

Contrariando o discurso de campanha, em que o PT investiu contra os banqueiros a fim de se contrapor a Marina Silva (Rede/PSB), e depois Aécio Neves (PSDB), a primeira determinação de Dilma já reeleita foi colocar um banqueiro no comando da política econômica. Uma sinalização ao mercado financeiro que seus interesses continuarão a ter centralidade.
O primeiro nome cogitado para assumir o Ministério da Fazenda foi Luiz Trabuco, presidente do Bradesco e nome próximo ao governo. Com a recusa de Trabuco, o segundo nome convidado foi seu colega, o diretor do Bradesco e ex-secretário do Tesouro no governo Lula, Joaquim Levy.
Nome de confiança do mercado financeiro, ex-aluno e próximo a Armínio Fraga e um dos colaboradores do programa do PSDB à presidência, Levy é conhecido por sua ortodoxia neoliberal. Ou seja, é o cara que faz de tudo e mais um pouco para garantir os lucros dos banqueiros e investidores internacionais.
Dizer que o nome anunciado como novo ministro da Fazenda é neoliberal pode parecer um tanto vago. O que de fato pensa Joaquim Levy? Vejamos. Em setembro último, Levy divulgou um documento sobre a situação do país e o que precisaria ser feito, em sua opinião, para melhorar a economia. Entre as propostas estão a "liberação da obrigatoriedade da Petrobras participar de todos os projetos do pré-sal", a defesa das concessões e privatizações do petróleo, as altas taxas de juros para controlar a inflação e, sobre relações trabalhistas, a defesa de forma explícita de "modificar a lei de forma que os contratos negociados entre as partes prevaleçam". Ou seja, em outras palavras, uma reforma trabalhista nos marcos do que propunha o ACE (Acordo Coletivo Especial).
O anúncio oficial da nova equipe econômica deve ocorrer na próxima quinta, 27, junto com algumas diretrizes da próxima gestão. Entre as medidas cogitadas está um duro ajuste fiscal, principalmente com um corte drástico entre o que é considerado pelo governo "gastos excessivos" do último período, como o seguro desemprego, abono salarial e pensões. Fala-se num corte da ordem de R$ 40 ou R$ 50 bilhões, só pra começar.
Nas mãos do agronegócio
Logo após Levy começar a ser aventado em Brasília, outro nome causou surpresa até entre integrantes do próprio governo. Parecendo uma daquelas notícias-piadas publicadas por sites de humor, foi noticiado que Dilma convidou a presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura. Essa piada, porém, não vai ter graça para os trabalhadores agrícolas, sem-terras, ribeirinhos, quilombolas e indígenas.
Kátia Abreu é a principal representante dos ruralistas, líder da bancada dos latifundiários no Congresso e inimiga confessa do movimento sem-terra e da luta por reforma agrária. Combate as políticas contra o trabalho escravo no campo, assim como é árdua defensora das sementes transgênicas e da Monsanto. Um projeto de sua autoria acaba com a obrigatoriedade da rotulação dos alimentos com sementes geneticamente modificadas.
Em seu mandato em Brasília, já foi agraciada com títulos nada abonadores, como o "Miss desmatamento" e o "Motosserra de Ouro", dado pelo Greenpeace. Ironicamente, a senadora foi apontada pelo próprio jornal britânico Guardian, como "a parlamentar mais perigosa do Brasil", devido o seu posicionamento em relação às políticas ambientais.
As inúmeras pérolas proferidas por Kátia Abreu no exercício do seu cargo poderiam preencher um longo compêndio sobre a forma como pensam os latifundiários. Uma delas, contida no documentário "O Veneno está ne Mesa", de Silvio Tendler (veja aqui), afirma que "milhares e milhares de brasileiros ganham salário mínimo, ou nem isso e, portanto, tem que comer alimento com defensivo sim, pois é a única maneira de fazer alimento mais barato". Ou seja, para a futura ministra da Agricultura, pobre tem que comer agrotóxico. Fazer a reforma agrária, acabar com o latifúndio e beneficiar a agricultura familiar, que é quem garante a produção de alimentos nesse país, na visão de Kátia Abreu, não baratearia os alimentos, mas os agrotóxicos sim.
A nomeação da presidente da CNA para a Agricultura é um balde de gasolina na já explosiva situação do campo brasileiro, em que os sem-terras, pequenos agricultores e indígenas vem sendo assassinados e encurralados pelo avanço do agronegócio.
Para completar esse verdadeiro trem-fantasma que o governo Dilma monta para seu ministério, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), vem sendo fortemente cogitado para o poderoso Ministério das Cidades.
"Rezava uma lenda que o segundo mandato de Dilma Roussef, do PT, seria um novo governo com novas idéias", afirma o Presidente Nacional do PSTU, Zé Maria. "Mas se somamos os novos ministros ao aumento dos juros uma semana depois das eleições, ao aumento do preço da gasolina, ao ajuste fiscal que está sendo preparado pelo governo, temos aí um novo governo, sim, mas com as mesmas e velhas idéias de sempre", denuncia. 
 
Preparar as lutas
As indicações do futuro governo Dilma confirmam, junto com as medidas já tomadas como o aumento dos juros e da gasolina, os futuros desafios que os trabalhadores terão a partir do próximo ano. Cortes no Orçamento, arrocho e o avanço do agronegócio formam um quadro sombrio e reforçam a necessidade de preparar, desde já, as lutas para enfrentar esses ataques.

Presidentes de empreiteiras são presos em escândalo que envolve PT e PSDB

É preciso exigir o confisco dos bens de corruptos e corruptores, além de reforçar a campanha por uma Petrobras 100% estatal

Presidente da construtora UTC é preso pela Polícia Federal

A Polícia Federal desencadeou nesta sexta, 14, a sétima etapa da chamada Operação Lava Jato, que investiga a formação de cartel, fraude e desvio de recursos da Petrobras. Numa ação que durou todo o dia e contou com 300 policiais em cinco estados, foram presos 21 altos executivos das nove maiores empreiteiras do país, incluindo os presidentes da Camargo Corrêa, OAS, Iesa e UTC. O vice-presidente da Mendes Júnior também está entre os detidos e os escritórios da Odebrecht foram vasculhados.
O ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, também foi detido. Duque, ligado ao PT, seria um dos articuladores do esquema e teria recebido propinas através de depósitos milinários em contas localizadas em paraísos fiscais.
Juntas, essas empreiteiras mantêm contratos que somam nada menos que R$ 59 bilhões com a Petrobras (entre 2003 e 2014). A estatal é o atual principal cliente de todas essas empresas. Segundo a polícia, outras seis empreiteiras estariam envolvidas, mas ainda não se teriam provas suficientes para uma ação contra elas.
Lava Jato
A primeira parte da operação deflagrada em março resultou na prisão do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa. Inicialmente montada para investigar lavagem de dinheiro e evasão de divisas, os indícios logo apontaram para a Petrobras e um esquema de formação de cartel entre as grandes empreiteiras, que se reuniam e dividiam os contratos entre si. As licitações eram fraudadas, as obras superfaturadas e as propinas eram pagas a políticos e diretores da estatal. Entre as obras superfaturadas estão a refinaria Abreu e Lima (PE) e o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), no Rio.
Além das principais empreiteiras e da direção da Petrobras, as investigações e os depoimentos tomados na delação premiada revelariam o envolvimento de nada menos que 40 políticos, muito deles peixes graúdos.
Crise política e o rabo preso do PSDB
A inédita prisão dos presidentes das maiores empreiteiras do Brasil deve aprofundar uma crise política que já desgastava o governo Dilma. Mais do que isso, deve expor a relação promíscua e corrupta entre a direção da estatal, o governo, as grandes empresas privadas e, inclusive os partidos da oposição de direita, como o PSDB. Só para se ter uma ideia,  juntas, essas empreiteiras doaram cerca de R$ 200 milhões durante a última campanha eleitoral, valor que deve subir já que as prestações do segundo turno ainda não foram contabilizadas. Doações milionárias que irrigaram campanhas tanto do PT quanto do PSDB.
O escândalo de corrupção na Petrobras mostra um esquema bilionário de desvio de recursos públicos que, com os detalhes vindo à tona, devem comprometer ainda mais o PT e o governo Dilma. Expõe ainda, a exemplo do mensalão, como o Partido dos Trabalhadores, ao optar por governar para as grandes empresas, assumiu os esquemas de corrupção montados pelo PSDB. De acordo com os depoimentos, esse esquema de cartel e propina teria sido articulado ainda nos anos 1990, justamente o período em que FHC avançou na desnacionalização do petróleo com a quebra do monopólio e na privatização da empresa.
O PSDB, por sua vez, que tenta de forma hipócrita capitalizar politicamente o escândalo com o auxílio de grande parte da imprensa, também está envolvido até o pescoço. Ainda de acordo com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, o ex-presidente da legenda, Sérgio Guerra (morto em março), teria recebido R$ 10 milhões de propina para desistir e pôr fim à CPI da Petrobras em 2009.
O envolvimento do PT e do PSDB com o escândalo e as grandes empreiteiras é tão grande que, mesmo com os presidentes das empresas temporariamente presos, os líderes dos partidos na CPI mista no Congresso reforçaram o acordo para blindarem as empreiteiras durante as investigações. 
Punir os corruptos e reestatizar a Petrobras
Apesar da ação inédita, é pouco provável que os presidentes das empreiteiras permaneçam por muito tempo atrás das grades. Menos provável ainda é que essas empreiteiras ressarçam  os cofres públicos de tudo o que foi desviado. Apesar desse primeiro passo, é preciso exigir a prisão de todos os corruptos e corruptores, e que os que já estão presos permaneçam na cadeia. Ou seja, é preciso punir todos os políticos e empresários envolvidos nessa maracutaia, confiscar todos os seus bens, além de estatizar as empreiteiras envolvidas.
Desde o escândalo de Pasadena está cada vez mais evidente como o processo de privatização da Petrobras está intimamente ligado aos casos de corrupção. Ao contrário do que tenta mostrar a oposição de direita, é justamente a ligação cada vez mais promíscua da estatal com o capital privado, em que o PT avançou, que origina os casos de corrupção. Mais do que nunca, é preciso reforçar a campanha por uma Petrobras 100% estatal, controlada pelos trabalhadores, que atue a serviço da população e não para enriquecer os acionistas estrangeiros ou as grandes empreiteiras.

sábado, 4 de outubro de 2014

RESPOSTA DO PSTU AS CALÚNIAS DO CANDIDATO HAROLDO SABÓIA E COMPANHIA CONTRA NOSSO PARTIDO

Já faz alguns meses, desde que iniciou as disputas eleitorais, que militantes do PSOL do Maranhão vêm caluniando nossa organização nas redes sociais. No primeiro momento relutamos em responder porque consideramos de baixo nível e completamente alheia aos métodos que a esquerda revolucionária costuma utilizar para debater suas diferenças. Porém, nos últimos dias essas calúnias se intensificaram obrigando-nos a responder.
Antes, porém, queremos pedir desculpas a todos os militantes honestos e revolucionários desse partido que não coadunam com esse tipo de prática. Por outro lado, vamos tentar não rebaixar o debate ao nível dos ataques infantis dos nossos caluniadores.
Os ataques são tão desonestos que não há qualquer nota assinada por sua direção ou por qualquer uma de suas correntes interna. O debate se faz com postagens irresponsáveis de militantes que entram nas redes sociais como se estivessem entrando em um baile de máscaras. Os militantes revolucionários devem, antes de tudo, dizer de onde falam, pra quem falam e porque falam. É tradição entre as organizações de esquerda gastar salivas falando a verdade de frente, com clareza e não cuspindo calúnias nas costas dos adversários do mesmo campo político.
Para atacar nossa organização os caluniadores atacam o camarada Marcos Silva, candidato ao senado pelo PSTU. Dizem que Marcos Silva burla a lei Maria da Penha, que protege machista, etc. Até agora não falaram de que forma o companheiro burla a lei Maria da Penha e nem muito menos quem é o machista protegido.
Nosso método em relação às opressões é outro. Recentemente uma jovem negra militante do nosso partido foi vítima de racismo, que é uma opressão tão grave quanto o machismo, e nós vamos tornar isso público. Vamos dizer como aconteceu, onde e o nome do agressor. No caso de Marcos Silva, se existe a pessoa prejudicada é bom que se diga quem é.
Nosso Partido tem direção, assim como o PSOL, e nenhuma conversa foi-nos proposta ou qualquer documento formal do PSOL chegou até nossas mãos a cerca desse assunto. O método que esses companheiros escolheram se iguala aos da burguesia, que ataca os partidos de nossa classe escondendo os seus. Já que verdade não é colocada claramente, resta-nos fazer algumas conjecturas.
Quando os caluniadores dizem que protegemos machistas provavelmente estão se referindo a um militante do próprio PSOL, que conforme insinuam nas redes sociais, teria agredido sua ex-namorada que também é militante do PSOL. Esse companheiro foi convidado pelo Movimento Luta Popular para participar de um debate. Dias depois, postagens e mais postagens de militantes do PSOL choveram nas redes socais nos acusando de proteger machista. É cômico, se não fosse trágico, saber que os dois são militantes do PSOL, e não do PSTU, que os nomes dos mesmos seguem preservadíssimos, que nada foi publicado pelo PSOL a respeito desse acontecimento. E somos nós do PSTU que protegemos machistas? Ora, quem deve se posicionar publicamente a cerca desse acontecimento é a direção do PSOL. Se o caso ocorreu e se foi apurado, porque não puniram o agressor, por que não procuraram nossa direção para comunicar o ocorrido, onde está o documento acerca desse caso? Agora, se o PSOL não teve competência para resolver a questão em tela, solicitamos que os movimentos organizados o façam, para além da justiça burguesa. Da mesma forma que exigimos publicamente que o PSOL não jogue suas crises nas costas de nossa organização, nem muito menos tente nos utilizar como sua palmatória política.
Somos um Partido que assume publicamente que as opressões se reproduzem para além da sociedade burguesa, mas também no interior das organizações de esquerda. Nenhum militante, por mais revolucionário que seja, está livre desse tipo de mazela que a burguesia utiliza para melhor explorar e dividir a nossa classe.
Nós caracterizamos que todo homem, em menor ou maior grau, reproduz o machismo. E é por isso mesmo que educamos nossos militantes em outra perspectiva e os sancionamos quando necessário. Porém, não aceitamos que uma questão tão cara para nossas mulheres seja transformada em especulação ou usada para caluniar militantes. Esse método desqualificado e pequeno-burguês de tratar a questão das opressões é um desserviço à luta dos oprimidos. Para além de discurso, nosso Partido tem se dedicado a organizar a luta dos setores oprimidos de nossa classe. Ajudamos a construir o maior encontro de Mulheres e de Negros e Negras Socialistas dos últimos 20 anos em nosso país, via CSP Conlutas. Também foi pela CSP Conlutas que construímos um encontro de LGBT com mais de quinhentos participantes, e um encontro com 150 travestis em SP. Temos clareza de que a revolução socialista brasileira passará necessariamente pelas mãos desses setores oprimidos e explorados de nossa classe. Não por menos que o PSTU  se notabilizou nacionalmente como o partido que lançou, proporcionalmente, o maior número de candidatos negros e mulheres.  

O vale tudo das eleições burguesas por trás dos ataques do PSOL a nossa organização

A maioria das calúnias contra nosso Partido parte de Haroldo Sabóia e da jornalista Fernanda Sabóia. É bom lembrar que Haroldo Sabóia é um político tradicional que já passou pelo PMDB, PDT, PT, PPS e agora aterrissou no PSOL. Desde que as pesquisas dos institutos ligados a grande mídia mostraram Marcos Silva empatado ou mesmo à frente desse político, o mesmo começou a entrar em um frenético desespero e, juntamente com sua esposa, começaram a enlamear o companheiro Marcos Silva, conforme mostramos acima.
Obviamente que obter mais votos do que o PSOL numa eleição burguesa é uma grande vitória para nossa organização, já que não atuamos nesse processo da mesma como faz o PSOL. No entanto, para nós o mais importante é sair deste processo com nosso Partido mais fortalecido e com classe trabalhadora mais consciente de sua missão histórica que é a construção da Revolução Socialista. Por isso que durante as Jornadas de Junho insistimos em manter nossas bandeiras erguidas e nossa militância nas ruas, diferente do PSOL que capitulou à pressão da grande mídia, dos partidos burgueses e do sentimento pequeno burguês.
As eleições para nossa organização é apenas ponto de apoio para fortalecer a luta da nossa classe. Nossos parlamentares, a professora Amanda Gurgel (Natal- RN) que foi a candidata proporcionalmente mais bem votada do país, vive com salário de professora, bem com o operário Cleber Rabelo (Belém-PA) que vive com salário de operário. Somos radicalmente contrários à profissionalização pelo parlamento. Por isso participamos deste processo com muita tranquilidade. Mais do que eleger parlamentares, dedicamos nossas vidas a construção da Revolução, mais do que discursar nos púlpitos dos parlamentos burgueses, nós queremos falar para nossa classe nas greves.
 Para nós, o “vale tudo” das eleições burguesas deve ser jogado no lixo da história. Não colocamos nosso Partido em risco em meio a essa coreografia eleitoral. Pela Revolução sim, somos capazes de entregar nossas vidas!
Aqueles que destilam veneno contra nossa organização não aparecem nos espaços construídos pelos movimentos sociais para fomentar o debate entre os lutadores. Não apareceram, por exemplo, no debate sobre opressão racial que foi organizado pelos movimentos Quilombo Raça e Classe e Quilombo Urbano, realizado no dia 29 de setembro com os candidatos da esquerda socialista. Apenas o candidato ao governo pelo PSOL, Antônio Pedrosa, e o  candidato a de deputado estadual, professor Joseilton, estiveram presentes, e com esses tratamos das nossas diferenças de maneira direta, sincera e fraterna, olhando olho no olho. É assim que fazemos.
Mesmo onde foi possível construir a frente de esquerda com o PSOL não deixamos nossas diferenças de lado. Onde o PSOL aceitou financiamento de empresas, se aliou ao PMN (Pernambuco) e ao PSDB (Alagoas) e lançaram candidatos sionistas, nós denunciamos duramente, mas fizemos em nota pública do nosso Partido e não jogando indireta nas redes sociais para confundir a militância de esquerda e permitir que alguns abutres que vivem parasitando nosso Partido, igualmente nos caluniem ou mesmo a própria oligarquia e seus bajuladores que se aproveitam de tais calúnias.
Marcos Silva é um militante histórico do nosso Partido e da esquerda do Maranhão, muitas vezes caluniado pela oligarquia que teve que engolir cada uma das suas desgraçadas invenções. Infelizmente, a história se repete desgraçadamente, agora vindo da própria esquerda, e o que é pior, em meio a uma disputa que não é campo da nossa classe, as eleições burguesas. Não vamos aceitar que uma vida dedicada à luta pelo Socialismo seja manchada com calúnias proveniente de quem faz política com os olhos grudados nas urnas.
Por fim, comunicamos que, infelizmente, vamos acionar a justiça burguesa para que todas as calúnias feitas contra Marcos Silva sejam provadas uma a uma e exigimos que a direção do PSOL se posicione publicamente a respeito desse caso.


Direção do PSTU Maranhão

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Zé Maria e Cláudia Durans do PSTU farão campanha em São Luís neste sábado (27)

O candidato à presidência da República pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), José Maria de Almeida, estará em São Luís neste sábado (27). Zé Maria participa junto com a candidata a vice, a maranhense Claúdia Durans, de entrevistas, caminhada pela Rua Grande e uma festa com apoiadores e simpatizantes do partido.
 
Se for analisada a prestação de contas por eles apresentada ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral], vai ver que todas estão sendo financiadas pelos bancos, pelas mesmas grandes empresas do agronegócio, as mesmas empreiteiras", disse Zé Maria. Segundo ele, aí começam aí as situações de corrupção e nasce a relação de fidelidade dos candidatos, não com o eleitor, mas com a empresa que está pagando a campanha.
 
Zé Maria criticou as campanhas dos candidatos na televisão, dizendo que estão repletas de inverdades. “O que estamos vendo hoje é um festival de mentiras. É um espetáculo da falta de seriedade com que os grandes partidos tratam a política em nosso país. Eles põem um filme de ficção na televisão para tentar enganar o povo brasileiro.”
 
Zé Maria foi preso durante a ditadura e foi um dos líderes das greves no ABC. Foi um dos fundadores do PT, mas acabou expulso do partido em 1992. A vice em sua chapa é a professora do Departamento de Serviço Social da UFMA, Claudia Durans, de 49 anos, também do PSTU.

sábado, 20 de setembro de 2014

DEPOIMENTO SOBRE O PSTU

Sou professor. Sou paulista, porém residente e domiciliado no Maranhão (São José de Ribamar) há 8 anos.

Apenas votei uma vez em minha vida, em 1989/1990, aos 16 anos. Amargamente arrependido por ter sido influenciado por minha família na época, ajudei a eleger Fernando Collor. Desde então, jurei que nunca mais votaria caso não tivesse candidatos em que eu realmente acreditasse. Pagava multas após as eleições por também não acreditar no voto compulsório em uma dita democracia. Sou contra votar em branco ou nulo, uma vez que o cidadão é obrigado a sair de casa para se prestar a esse serviço obrigatório em seu dia de descanso.

Enfim, estou dizendo isso porque ontem, 17 de setembro de 2014, assisti a entrevista do Sr. Marcos Silva, candidato do PSTU ao senado, na TV Bandeirantes, no horário do almoço.

Fiquei profundamente tocado com o que vi e ouvi. Não imaginava que após tanto tempo ouviria um discurso tão coerente, simples, claro e conciso a ponto de me fazer querer votar novamente.

O PSTU acaba de ganhar um eleitor convicto do que está fazendo. Pesquisei e estudei um pouco sobre o partido, sua história e suas propostas à tarde, já que só daria aulas à noite. Fiquei mais uma vez surpreso com minhas descobertas.

O Sr. Marcos Silva mencionou uma feijoada do partido, onde simpatizantes se encontrarão. Gostaria de saber quando e onde será e se será aberta a qualquer pessoa.
Gostaria de participar, obviamente não pela feijoada, mas para conhecer mais sobre o partido, que definitivamente me cativou.

Também gostaria de saber como devo proceder para ajudar a difundir as ideias do partido e auxiliar na campanha de alguma maneira. Qual é o procedimento para se filiar ao partido?

Parabéns pelo trabalho e estejam certos de que Zé Maria, Saulo Arcangeli, Marcos Silva, Claudicea Durans e Katia Ribeiro já têm meu voto nessas eleições!

Agradeço desde já.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

INDEPENDÊNCIA E LUTA É O QUE NOS CARACTERIZA COMO UMA VERDADEIRA ALTERNATIVA

O PSTU é um partido que está ao lado dos trabalhadores e da juventude em suas lutas, nas greves e manifestações de rua. Participamos das eleições por entendermos que este é um momento necessário de assim como fazemos nas nossas demais atividades, denunciar as ações que a burguesia promove contra a nossa classe.

Defendemos o socialismo, como a única forma de os trabalhadores tomarem para si os meios de produção, expropriarem a burguesia e serem os responsáveis pela construção de outro modelo de sociedade. Tendo em vista isso, sabemos que as eleições não vão ser responsáveis pelas mudanças que nossa classe necessita. As eleições burguesas são uma forma de a burguesia manter sua dominação. Apesar de utilizar o discurso da democracia, esse processo não tem nada de democrático, a começar pelo financiamento das candidaturas que é feito por empresas privadas, o tempo na televisão é dividido de forma desproporcional entre os candidatos, a maioria dos debates que ocorrerão terão a participação somente dos partidos que tem mais financiamento privado de campanha.

O PSTU não recebe dinheiro de empresa nenhuma, seja ela uma multinacional ou uma microempresa, não importa o "tamanho" da empresa, ela é uma empresa privada capitalista. Diariamente fazemos denúncias contra essas empresas e não vamos aceitar financiamento delas. Mantemos o nosso partido através da contribuição dos nossos militantes e assim continuaremos, pois nossa concepção bolchevique de partido presa pela independência política e financeira.

As eleições ainda são o período em que as massas mais discutem política, e nosso partido está disposto a fazer esta discussão e mostrar as contradições presentes na sociedade capitalista e no processo eleitoral.

Pedimos votos sim para nossos candidatos e não temos dúvidas de que um voto em uma candidatura do PSTU é um voto contra a burguesia e seus cúmplices.

Esta é nossa concepção e por mais que a mídia burguesa tente nos "abafar", o nosso contato diário com a classe não diminui a certeza de que nossa atuação segue á risca a tarefa revolucionária a qual dedicamos nossa militância.

Convidamos a todos os trabalhadores e aos estudantes, mulheres, homens, negros, LGBTT's, indígenas e quilombolas para conhecerem nosso partido e construir conosco essa ferramenta classista e socialista.

Inaiara Brito, estudante e militante da Juventude do PSTU

quinta-feira, 24 de julho de 2014

No Maranhão, PSTU é proporcionalmente o partido com o maior número de candidaturas femininas

Muitas coligações proporcionais sequer cumpriram a cota de gênero estabelecida pelo TSE
O PSTU acredita na organização e na força das mulheres trabalhadoras e que somente através da luta podemos conseguir vitórias e mudanças para o conjunto dos trabalhadores e da juventude. Entre a multidão que ocupou as ruas nestes últimos tempos, revoltados com a falta e a precariedade dos serviços básicos, houve a presença marcante das mulheres. E não poderia ser diferente. O trabalho mais precário é das mulheres, assim como a responsabilidade do cuidado com o espaço doméstico e a família. Segundo a ONU, a pobreza é feminina, pois 70% dos mais pobres são mulheres. Logo, são elas quem, no mínimo duas vezes por dia, se submetem ao transporte público superlotado. Além disso, recebem até 30% menos que os homens exercendo a mesma função.
Porém essa presença não se expressa nas principais organizações dos espaços da política. As mulheres hoje representam mais de 51% do eleitorado no país, mas o percentual de mulheres no Congresso Nacional não chega a 10%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 513 deputados federais, 45 mulheres foram eleitas nas últimas eleições gerais em 2010, o que representa 9% do total, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Senado, das 81 vagas, apenas 10 são ocupadas por mulheres. Demonstrando que o espaço das decisões políticas é predominantemente dos homens.
Segundo dados do TSE, no Maranhão o PSTU é o partido com maior número de mulheres em candidaturas proporcionais (50%). Além disso, terá uma mulher a compor uma candidatura majoritária à presidência da república. A professora da UFMA, Claudia Durans, será candidata a vice-presidência. Em sua candidatura, Claudia irá desmascarar o mito de que vivemos em uma democracia racial e fazer um chamado para que organizem os negros e negras na luta contra o racismo. Apresentamos também a candidatura da professora Ana Paula Martins como vice-governadora. Ana Paula é militante do setorial de educação da CSP Conlutas e do Movimento Mulheres em Luta. Entre estas, temos outras candidaturas femininas, servidoras públicas, professoras, militantes dos movimentos sociais, movimentos feministas e racial. Temos muito orgulho de sermos o partido que proporcionalmente possui mais candidatas mulheres, porque nos organizamos diariamente para fazer com que as mulheres da classe trabalhadoras, as mulheres negras, se desenvolvam politicamente e se consolidem como grandes dirigentes políticas da nossa classe. 
O desenvolvimento da sociedade capitalista destinou às mulheres o espaço doméstico. Se estas tarefas ficaram para as mulheres, aos homens ficou a tarefa da produção social, da ocupação das tarefas políticas, públicas, das pesquisas, dos estudos. As mulheres que chegaram a espaços como estes o fizeram enfrentando muito preconceito, machismo, e ainda assim muitas delas foram apagadas pela história. Essa situação concreta das mulheres faz com que muitas mulheres trabalhadoras sejam parte ativa das lutas dos trabalhadores no Brasil e no mundo. Somos muitas que expressamos a importância das mulheres para a luta pelo socialismo, demonstrando aos trabalhadores que as mulheres fortalecem a luta, que podemos e devemos participar da vida política, nas lutas e nas eleições.
Mesmo participando menos que os homens da vida politica, as mulheres trabalhadoras vão votar, mas não decidirão os rumos do país através da eleição. Nós também vamos participar das eleições e vamos apresentar candidaturas, porém, nós utilizaremos o espaço eleitoral para apresentar um programa socialista, que aponte as saídas para os problemas das mulheres e dos homens trabalhadores e da juventude. Nós afirmamos a importância de participar ativamente da vida política, mas não basta ocupar cargos.Queremos incentivar as mulheres trabalhadoras a lutar contra a exploração e opressão e dizer que é importante votar nestas candidaturas, mas que isso somente não basta. Nossas candidaturas estão a serviço das lutas que a classe trabalhadora precisa fazer para ter atendidas as suas necessidades mais sentidas. Para nós, o desafio das mulheres trabalhadoras nas eleições é, além de votar nos partidos que sempre resistiram com suas bandeiras nas lutas, se organizar antes e depois de outubro em uma luta permanente contra a opressão e a exploração.