terça-feira, 29 de maio de 2012

Unir trabalhadores e estudantes contra os ataques do governo e do patrão




                                                                    Juventude do PSTU Maranhão


Nos últimos anos vimos constantes ataques do governo aos trabalhadores do Brasil. Nesse ano, houve corte de 55 bilhões do orçamento para áreas sociais, impactando diretamente saúde, transporte, educação, entre outras. Aprovação da Lei 12.550/2011 e criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) levará a privatização dos hospitais universitários, precarizando a situação dos profissionais dessas instituições e da função escola desses hospitais. Outro ataque foi a aprovação do projeto de Lei 1.992/2007 e criação da Fundação da Previdência Complementar do Servidor Público Federal (FUNPRESP), que tem como consequência a privatização da previdência publica federal.
Nessa conjuntura, observa-se reações dos trabalhadores em âmbito nacional e estadual, que concretiza-se nesse momento nas greves dos professores das instituições federais e do setor dos transportes, como é o caso dos rodoviários de São Luís.

Unir todos em defesa da educação pública! Lutar contra os ataques de Dilma!

Os professores da UFMA deflagraram greve no dia 20 de maio, reivindicando melhorias salariais e um plano de carreira, além de limites de alunos por turma, regularização da carga horária, melhorias na estrutura física para os cursos, entre outras reivindicações. Isso se dá em resposta à precarização existente do ensino público superior tomado a cabo pelo governo federal que desvaloriza o professor, sucateia e privatiza o ensino através de programas federais como o REUNI e PROUNI – que drena dinheiro público para o ensino privado numa clara afirmativa que o governo quer curvar a educação pública às leis do mercado (reforçar sua submissão ao Banco Mundial e FMI), além dos cortes de 3,1 bilhões da educação e congelamento dos salários dos professores o que demonstra que a educação continua não sendo prioridade do governo petista de Dilma.

Todo apoio à luta dos rodoviários!

Os rodoviários de São Luis realizaram paralisação de metade da frota desde o dia 16, com parada geral a partir do dia 21 de maio sem previsão de retorno, trazendo como bandeira de luta o reajuste salarial de 16%, o aumento de ticket alimentação e a ampliação dos planos de saúde e odontológico. Essa paralisação demonstra a insatisfação da categoria com as precárias condições de trabalho, onde precisam trabalhar em ônibus precários e superlotados, com ruas esburacadas e engarrafamentos quilométricos, recebendo salários baixíssimos e com jornadas de trabalho extenuantes, enquanto que as empresas de transporte lucram milhões.
Os jovens tem a possibilidade de exercer um papel fundamental nesses movimentos grevistas, se inspirando na juventude tunisiana, egípcia e europeia que saiu às ruas junto com os trabalhadores para derrubar ditaduras e lutar contra os planos de austeridade. Devemos fortalecer essa greve junto com motoristas e cobradores para garantir melhorias nas condições do sistema de transporte público.

Lutar lado a lado com os trabalhadores!

Nós da juventude do PSTU prestamos total apoio à mobilização dos trabalhadores em prol de melhorias na condição de vida visando à construção de uma sociedade socialista que possibilite uma vida digna, sem exploração e sem opressão. Lutamos contra o desmonte do ensino público, contra a privatização da educação pública, pela valorização do professor, por uma universidade pública com ensino de qualidade. 

Por um transporte coletivo público e de qualidade, passe-livre para estudantes e trabalhadores desempregados! Todo apoio a greve dos professores das Instituições Federais! Todo apoio a greve dos professores da UFMA! Todo apoio a greve dos rodoviários de São Luis!



Confira declaração nacional da Juventude do PSTU sobre a greve das universidades públicas federais





domingo, 27 de maio de 2012

Militancia do PSTU na marcha das vadias em São Luís

Materia no JMTV (TV Mirante-Globo) sobre a realização das marcha das vadias com uma fala de Rielda explicando o significado da atividade. Nossos militantes e as bandeiras da CSP Conlutas e da ANEL.


Fonte: G1/Maranhão

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Nota do PSTU Maranhão sobre a situação do Transporte Público na cidade de São Luís


Nas últimas semanas, a população de São Luís vem assistindo a uma crise do transporte público: paralisação do sistema de bilhetagem eletrônica, desrespeito ao direito à meia passagem dos estudantes, a falência declarada pelo Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e greve da categoria dos rodoviários. Essa crise reflete a ineficiência de um modelo de gestão dos transportes coletivos não só em São Luís, mas em todo o Brasil, que adota uma lógica privatista e excludente à juventude e aos trabalhadores que necessitam deslocar-se aos seus postos de trabalho.
E quem tem pagado o preço dessa crise são os estudantes e trabalhadores maranhenses. Com a paralisação do sistema de bilhetagem eletrônica, que durou quase um mês, os estudantes foram obrigados a pagar a passagem inteira, ainda que apresentassem o cartão de transporte. Do mesmo modo, os trabalhadores que usam o transporte público e possuem o cartão eletrônico disponibilizado pelas empresas, tiveram que tirar do bolso a passagem de todos esses dias de pane do sistema, comprometendo um salário já reduzido.
Diante da insatisfação dos estudantes, a solução apresentada pela prefeitura foi um retrocesso: disponibilizar passe escolar, em quantidade diária fixada pelo SET (Sindicato da Empresas de Transporte). Uma verdadeira afronta ao direito à meia-passagem conseguido com muita luta na década de 70. Manifestações dos estudantes e trabalhadores em toda a cidade retomaram a ”normalidade” do transporte público em São Luís. Essa “normalidade” diariamente apresenta ônibus superlotados, frota insuficiente, a falta de planejamento da malha urbana e os constantes “engarrafamentos” nos horários de pico das principais avenidas da cidade.
Quando a poeira parecia estar baixando a categoria dos rodoviários novamente entram em greve. A pauta de reivindicações inclui reajuste salarial de 16%, aumento do valor do ticket alimentação, inclusão de mais um dependente no plano de saúde, melhores condições de trabalho e redução da carga horária. Durante toda a semana passada apenas 50% da frota de ônibus estava circulando e uma dura batalha entre os trabalhadores rodoviários, o SET e a Prefeitura começou a ser travada. Nem o ajuste de 7% concedido pela justiça, nem as multas diárias pelo descumprimento da decisão de que os ônibus voltasse a rodar,  muito menos a decretação da ilegalidade da greve, impediram a paralisação total dos rodoviários, que já dura três dias.
O transporte público em nossa cidade enfrenta uma de suas piores crises e não consegue encontrar soluções para os constantes problemas que aparecem. Em várias capitais, o modelo de gestão dos transportes coletivos evidencia falta de compromisso com a população que vê seu direito à mobilidade urbana restringido por monopólios empresariais concedidos pelas administrações locais. Como resposta os trabalhadores e a juventude saíram às ruas para impedir os aumentos de tarifa, como ocorreu em Teresina e Recife.   
Se por um lado a categoria reivindica melhores condições de trabalho e salário, o SET declara a impossibilidade de conceder qualquer aumento, sem o aumento da passagem, pois já passa por um iminente processo de falência. A prefeitura de São Luís, que sob a administração de João Castelo (PSDB), tem se preocupado somente em garantir os lucros dos empresários, parece assistir a tudo passivamente ou, na verdade, está temendo um ascenso generalizado da população contra o aumento de passagem, que pode exterminar os sonhos de João Castelo à reeleição.
 O PSTU apoia a greve dos rodoviários e reconhece como legítima a greve da categoria, por isso exige que suas reivindicações sejam atendidas sem o aumento de passagens.  A crise do transporte em nosso estado é resultado do monopólio das empresas de transporte e do descaso da prefeitura em garantir o direito básico de ir e vir da população trabalhadora, portanto, que eles paguem pela crise!
A Juventude e os trabalhadores não aceitarão um novo aumento de passagens! E se a Prefeitura continuar inerte e não pressionar as empresas a reduzir seus lucros para atender a pauta da categoria e não prejudicar a população que efetivamente precisa do serviço, João Castelo ficará marcado na história como um governo de enfrentamento com os estudantes e trabalhadores na luta por seus direitos.
A população já demonstrou sua disposição de ir às ruas, a exemplo dos recentes atos pela restituição do sistema de bilhetagem eletrônica e o PSTU esteve nessas lutas e também irá as ruas para lutar contra o aumento das passagens e em defesa do transporte público, gratuito e de qualidade, disputando a consciência dos trabalhadores para um novo modelo de transporte coletivo para a cidade, que seja verdadeiramente público e estatal, com respeito aos direitos dos trabalhadores, com a ampliação dos serviços para a população, sem a submissão dos interesses da população trabalhadora aos lucros das empresas privadas que atualmente detém o monopólio do transporte urbano.

-Todo apoio à greve dos rodoviários!
- Não ao aumento de passagem!
- Pela criação da Empresa Municipal de Transporte Público!
- Passe-livre para a juventude e trabalhadores desempregados!

Confira também:

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Contra as injustiças sociais, tome partido!


Conheça o PSTU, um partido de mulheres, homens e jovens que lutam por um mundo sem injustiças sociais, um mundo socialista

 
PSTU, o partido das lutas e do socialismo

As cenas da brutal desocupação do Pinheirinho em São José dos Campos (SP) no início deste ano expôs de forma dramática algo que a imprensa e o governo tentam não mostrar: o Brasil continua sendo o país das injustiças. Apenas uma minoria goza dos privilégios da sexta economia do mundo. 

Este continua sendo o país em que o crescimento econômico beneficia apenas as grandes empresas, enquanto os trabalhadores continuam amargando baixos salários. Em que quase metade do Orçamento vai para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública aos agiotas internacionais, enquanto a Saúde e a Educação continuam à míngua. Em que a especulação imobiliária aprofunda o déficit habitacional. Em que os juros exorbitantes dos bancos corroem os salários dos trabalhadores e da classe média.

O governo Dilma, apesar do amplo apoio e das expectativas de grande parte dos trabalhadores, segue priorizando os interesses dos grandes bancos e empresas. Assim como os governos anteriores, Dilma não governa para os trabalhadores. As greves dos operários na construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, as mobilizações dos trabalhadores em educação em todo o país e tantas outras lutas mostram porém que, se a injustiça social permanece hoje mais do que nunca, por outro lado os trabalhadores lutam e resistem. 

O PSTU presta seu apoio incondicional a essas lutas e, mais do que isso, está no dia-a-dia dessas mobilizações. Nas greves operárias, manifestações do movimento popular e estudantil, estão as bandeiras vermelhas do partido. Isso porque acreditamos que só a luta muda a vida. No entanto, por mais importantes que sejam, essas lutas precisam de um sentido estratégico, para que não se percam pelo caminho e para que suas conquistas não sejam temporárias.

Só o socialismo pode acabar com as injustiças sociais

Uma greve pode conquistar reajuste salarial, mas logo depois ele é 'comido' pela inflação. Uma mobilização estudantil pode arrancar medidas como abertura de vagas em uma universidade, mas isso não impede que posteriormente o governo corte recursos da Educação e sucateie essa universidade. Enquanto alguns conquistam moradias, outros tantos são expulsos de suas casas pela especulação imobiliária.

As injustiças sociais fazem parte do capitalismo. Não é possível um ‘capitalismo humanizado’, sem pobreza, miséria ou desigualdade em um sistema em que as grandes empresas privadas dominam. Em que a lógica da busca desenfreada por lucros se sobreponha aos mais elementares direitos do ser humano, como o direito à moradia, ao emprego e a uma vida digna. 

A única forma de acabar de vez com as injustiças é superando esse sistema, extinguindo a exploração do homem pelo homem, e colocando a produção e as riquezas que nós mesmos realizamos em prol das necessidades da maioria da população. É para isso que existe o PSTU. Um partido formado por mulheres, homens e jovens, comprometidos com a luta pelo socialismo, por um mundo mais justo e igualitário. Um mundo sem injustiças sociais.

Conheça mais sobre o PSTU, sua história, propostas e organização. Tome partido!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cabo Roberto Campos, um preso político da oligarquia Sarney!

A prisão do Cabo Roberto Campos Filho, do 8º batalhão da Policia Militar do Maranhão, ocorrida na última terça feira sob acusação de incitar policiais militares da tropa de choque a não trabalharem no dia de folga, é simplesmente absurda!
Na verdade, por trás das grades do Comando Geral da Polícia Militar se encontra um homem negro que esteve à frente de uma das mais importantes greves já realizadas no estado do Maranhão contra o grupo Sarney. Em nosso entendimento, o Cabo Roberto Campos é um preso politico do governo Roseana (PMDB-PT) que tenta puni-lo por ter liderado, junto a outros colegas, uma greve que extrapolou os batalhões da PM e envolveu, na sua dinâmica, diversas organizações políticas e movimentos sociais.
As reivindicações da categoria se transformaram num tsunami popular, possibilitando que milhares de policiais reencontrassem o seu Ser de homus proletário, aproximando-os dos movimentos populares e deixando a oligarquia decadente sem seu escudo de aço. Foi o conteúdo politico da greve, e não a “insegurança” da população, que fez a realeza de sangue azul dobrar seus joelhos perante a plebe de farda azul conduzida por um homem negro.
A presença dos quilombolas no acampamento que os grevistas realizavam no parlamento estadual e a carta aberta publicada pela Associação dos Servidores Públicos Militares do Maranhão (ASSEPMMA) pedindo desculpas aos quilombolas, índios e sem-terra pelos crimes históricos cometidos pela PM do Maranhão, obrigou a oligarquia a entregar os “anéis”, temendo que os balaios arrancassem seus “dedos”. Eis por que resolveram negociar.
Do Maranhão, as greves das PM’s e dos bombeiros expandiram-se por diversos estados brasileiros, e o que é mais importante, levando setores da própria PM a exigir à imediata desmilitarização das policiais e o direito à sindicalização.  É verdade que a polícia, enquanto instituição, jamais deixará de ser a “mão de ferro” do Estado pesando sobre a cabeça dos trabalhadores, mas também é verdade que quando um policial veste sua consciência com o manto da classe trabalhadora, é o Estado opressor e seus parasitas que se veem em apuros. Ficar do lado da classe trabalhadora ou agir como trabalhador consciente de seu pertencimento de classe passa a ser um crime político na perspectiva de quem domina.
Aqueles que confinaram o Cabo Roberto Campos são os mesmos que abriram as grades para os assassinos do artista Gerô ou que tentam de qualquer forma apagar a trilha de sangue que possivelmente levaria aos autores e mandantes do assassinato do jornalista Décio Sá, que, infelizmente e tragicamente, era ligado ao grupo que ora silencia sobre sua morte.
Não temos dúvida de que o cabo Roberto Campos Filho é um preso político de um governo que pune trabalhador, criminaliza as lutas sociais e serve de guarita a jagunços e policiais assassinos.
Conclamamos os movimentos sociais e os partidos de esquerda a realizar uma grande campanha contra a criminalização das lutas e dos lutadores !

obs: Por determinação da justiça, o cabo Campos, do 8º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, foi solto por volta de 12:30 desta quarta (16).



PELA DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA!
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS LUTAS E DOS LUTADORES!
PELO DIREITO A SINDICALIZAÇÃO DOS POLICIAIS!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Liberdade imediata para Cabo Campos


O cabo Campos, um dos líderes do movimento grevista da Polícia e dos Bombeiros foi detido no Comando Geral da Polícia Militar no Calhau. O cabo foi preso por “quebra de hierarquia” quando reivindicava respeito ao direito a folga dos policiais militares.

Nesta terça feira, devido a greve dos rodoviários, a Secretaria de Segurança Pública convocou policiais em folga para compor uma força tarefa para coibir manifestações. Campos teria questionado a ação da Secretaria e incentivado os policiais a não participarem.

Expressamos nossa solidariedade ao companheiro Campos, que foi preso por reivindicar respeito aos da sua categoria. Esta é uma atitude autoritária do Comando Geral da Polícia Militar no sentido de intimidar o movimento dos militares no Maranhão que realizaram uma importante greve no ano passado que colocou em cheque o Governo e o sistema de Segurança Pública do Estado.

É preciso por fim a repressão e as perseguições e exigir do governo Roseana Sarney (PMDB/PT) a libertação imediata de Campos. Exigimos ainda que o Governo cumpra integralmente com o acordo feitos com os policiais e bombeiros durante o movimento grevista no ano passado.

Liberdade imediata ao Cabo Campos!
Lutar não é crime!
Pelo direito à organização e sindicalização dos policiais e bombeiros!

Nesta quinta-feira (17) tem Pstu na TV