domingo, 5 de abril de 2015

Nota do PSTU sobre o aumento da passagem em São Luís




O PSTU está ao lado dos estudantes e trabalhadores e contra o aumento das passagens de ônibus promovido pelo Prefeito Edivaldo Holanda

A Prefeitura de São Luís anunciou na sexta feira (27 de março) mais um aumento das passagens de ônibus. A tarifa mais cara passaria de R$ 2,40 para R$ 2,80, um reajuste de 16,67%. É o segundo reajuste em menos de um ano que somados chegam a 39% de aumento no transporte público que continua um caos e com um serviço de péssima qualidade para população.

Contra o aumento

A Prefeitura divulgou o aumento de 16,67% na véspera do final de semana sem realizar nenhum debate público, descumprindo própria legislação municipal que obriga realização de audiências públicas antes de qualquer aumento de tarifas. 
      
O poder Judiciário, mesmo com o descumprimento de normas legais para concessão do reajuste e do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) por parte da prefeitura, inexplicavelmente, não concedeu liminar para revogar o aumento na ACP proposta pelo Ministério Público Estadual e apenas solicitou informações da Prefeitura.

O Governo apostou na desmobilização. Entretanto, a cidade foi chacoalhada com 3 dias de grandes protestos protagonizados pela juventude que obrigaram Prefeitura e Governo do Estado a voltar atrás e anunciar a redução da passagem para R$ 2,60, com a diminuição da alíquota de impostos estaduais sobre os combustíveis.

Esta é uma vitória parcial do movimento e defendemos a continuação da luta até a revogação do aumento. Defendemos ainda a estatização do transporte sob controle dos trabalhadores e que a CETC (Companhia Estadual de Transportes Coletivos) atenda a necessidade de ônibus da população e não os interesses privados dos empresários.

A Prefeitura de São Luis já repassou nos últimos anos milhões de reais para as empresas de transporte, mas a ganância dos empresários continua, com a cumplicidade do Prefeito e da própria Câmara Municipal que permaneceu inerte. Os investimentos na melhoria do sistema de transporte terão que ser feito com o dinheiro retirado dos ricos  e não através de repasse de dinheiro público e isenção de impostos para os empresários do transporte, pois estes recursos que o estado perde deixam de ser aplicados em políticas públicas como educação, saúde e segurança.

Com isso podemos garantir mais ônibus, com mais conforto, ar-condicionado, o que não ocorre hoje. O que vemos são ônibus superlotados, velhos e sem nenhuma condição de uso que não atendem os bairros de São Luís a contento.

O transporte tem que ser como diz a Constituição, um direito. Não pode ser que o transporte continue sendo uma mercadoria que só quem pode pagar um alto preço pode utilizar.

Repressão da Polícia Militar. Lutar é direito, não é crime!

As manifestações que ocorreram na cidade reuniram milhares de pessoas, especialmente jovens secundaristas que já sentem na pele o aumento do preço dos alimentos e da energia elétrica arrochando o salário de suas famílias.

Repudiamos a ação violenta da Polícia Militar do governo Flávio Dino (PCdoB/PSDB) nestas manifestações legítimas e exigimos uma posição oficial do governo sobre estas ações. A truculência em alguns casos lembrou as atitudes recentes da PM nos tempos de Oligarquia Sarney. Lutar é direito, não é crime!

Fóruns de luta pelo transporte
O PSTU está presente nas manifestações desde o início, e também estará no dia 7 de abril, à frente do IFMA Monte Castelo, a partir das 15h. Defendemos ainda o fortalecimento de fóruns democráticos e de luta contra o aumento da passagem, pelo passe-livre para estudantes e desempregados, em defesa dos cobradores e motoristas, pela estatização dos transportes sob o controle dos trabalhadores.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Quem é a Odebretch?


Empresa que administra abastecimento de água em São José de Ribamar e Paço do Lumiar está envolvida em escândalo de corrupção na Petrobrás




Desde 26 de janeiro a Odebrecht assumiu por 35 anos a concessão dos sistemas de abastecimento de água e esgoto dos municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar. A primeira medida foi aumentar o preço das tarifas que tiveram reajuste em média de 40%.
A reclamação entre os moradores é grande. Ao invés de melhorias, a chegada da Odebrecht causou foi prejuízo. A rescisão do contrato com a CAEMA e a escolha da empresa para assumir o serviço de abastecimento de água estão cercadas de suspeitas de irregularidades e corrupção. Se for verdade não será a primeira vez que a Odebrecht estará envolvida em escândalos deste tipo.
Na operação Lava Jato que investiga a corrupção na Petrobrás, a Odebrecht foi acusada de pagar proprina de quase 60 milhões de reais ao ex-diretor Paulo Roberto Costa para se beneficiar no contrato de construção de uma refinaria em Pernambuco. A empresa é uma das maiores financiadoras de campanhas politicas e também a maior beneficiada por contratos na administração pública.
O aumento na conta é uma mostra que a privatização é prejudicial para a população. Nas mãos de empresas privadas, o único objetivo torna-se um lucro cada vez maior. Em 2013 o lucro da empresa foi de 491 milhões de reais. O PSTU entrou com representação no Ministério Público para barrar o aumento e pediu investigações sobre a concessão dos serviços.







segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

PSTU encaminha representação no Ministério Público contra aumento da tarifa de água em São José de Ribamar e Paço do Lumiar

Partido propõe que órgão intervenha congelando tarifas e investigue doação de bens públicos feita pela CAEMA



Nesta segunda-feira (23), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) entrou com representação no Ministério Público para questionar o aumento das tarifas do serviço de água e esgoto nas cidades de São José de Ribamar, Paço do Lumiar.

Em março do ano passado, em um processo bastante suspeito, as prefeituras das duas cidades rescindiram o contrato de abastecimento de água e esgoto com a CAEMA e depois concederam os serviços à empresa Odebrecht pelo prazo de 35 anos.

Nem bem assumiu em janeiro deste ano, a Odebrecht reajustou as tarifas para os consumidores das duas cidades sem justificativa em percentuais que variam de 38,88% a 92,11% conforme faixa de consumo. O pior é que todos os equipamentos para operação do sistema foram doados pela CAEMA sem nenhum tipo de indenização, o que também é questionado pelo Partido em outra representação feita ao Ministério Público.

O PSTU repudia a entrega dos serviços de água e esgoto às empresas privadas e defende mais investimentos na CAEMA para garantir saneamento básico a todos os maranhenses. Exigimos ainda do governo Flávio Dino investigação e reversão desta entrega do patrimônio público feita por Roseana Sarney, Ricardo Murad, Gil Cutrim e Josemar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Nota do PSTU Maranhão sobre Conjuntura Estadual



A derrota da Oligarquia Sarney nas últimas eleições é uma conquista dos trabalhadores, que contribuíram diretamente, durante todo este período, para que ela acontecesse. Viramos uma página de quase 50 anos da última oligarquia do país que condenou milhares de maranhenses à fome, à miséria, à humilhação e às piores colocações em todos os indicadores socioeconômicos.

Por isso repudiamos de forma inconteste a Oposição de direita sarneysta que não aceita perder o controle da máquina administrativa. A partir da permanência do controle de vários veículos de comunicação e por dentro das estruturas do Estado este grupo buscará retomar sua influência.

Os trabalhadores não devem aceitar mais nenhum retrocesso em suas liberdades e precisam exigir que os crimes da Oligarquia sejam apurados e punidos com rigor, substituindo suas “homenagens” em prédios e logradouros públicos e levando à prisão e ao confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores.

A esperança de melhoria nas condições de vida criou grandes expectativas de mudanças. Os anseios da população maranhense por água e esgotos tratados, segurança, escolas com estrutura adequada, saúde de qualidade, emprego e salários dignos não podem ser tratados com descaso e demagogia.

É hora dos trabalhadores, agora livres da tirania, exigir do novo governo o atendimento de suas reivindicações históricas. Reforma agrária, concurso público e condições dignas de trabalho para todas as carreiras administrativas do Estado, moradia digna, respeito às populações indígenas e quilombolas, proteção à mulher e às crianças.

Como primeiro passo, exigimos a revogação do decreto do ex-governador Arnaldo Melo, publicado no Diário Oficial do último dia do ano, que irresponsavelmente, autoriza desapropriação das terras da comunidade Cajueiro, onde moradores vivem a quase um século e trabalham na pesca e agricultura, em favor da WPR Gestão de Portos e Terminais Ltda, com o objetivo de criar de um porto privado na ilha de São Luís..

Nós do PSTU nos manteremos vigilantes e na oposição de esquerda classista ao governo Flávio Dino, pois é um governo que possui uma base de partidos de direita, como o PSDB, de setores que romperam, mas que se beneficiaram com sarneysmo e temos diferenças profundas com o Partido Comunista do Brasil (PC do B). Um governo que  demonstra suas contradições ao criar uma Secretaria de Agricultura familiar e, ao mesmo tempo, escolher como Secretário de Agricultura e Presidente do ITERMA representantes do agronegócio e do latifúndio que tanto se beneficiaram com os 50 anos de desmando da oligarquia.

Somos um Partido Socialista que acredita que somente a luta independente dos trabalhadores será capaz de libertar a humanidade do jugo da exploração e da humilhação gerados pelo capitalismo.

Somos socialistas e acreditamos que o capitalismo em sua fase atual não é capaz de proporcionar a todos condições de vida plenas. Desta forma, reforçamos o chamado aos trabalhadores e suas organizações à mobilização. Só a luta muda a vida!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O país nas mãos dos banqueiros e do agronegócio

Dilma chama representantes do agronegócio e dos bancos para compor ministérios

Nem começou o segundo mandato da presidente Dilma e as primeiras indicações do novo governo já mostram o caminho que ele tomará: o aprofundamento de uma política econômica que privilegia os bancos, as empreiteiras e o agronegócio. E quem vai pagar o pato, mais uma vez, são os trabalhadores e o povo pobre.

Nas mãos dos banqueiros

Contrariando o discurso de campanha, em que o PT investiu contra os banqueiros a fim de se contrapor a Marina Silva (Rede/PSB), e depois Aécio Neves (PSDB), a primeira determinação de Dilma já reeleita foi colocar um banqueiro no comando da política econômica. Uma sinalização ao mercado financeiro que seus interesses continuarão a ter centralidade.
O primeiro nome cogitado para assumir o Ministério da Fazenda foi Luiz Trabuco, presidente do Bradesco e nome próximo ao governo. Com a recusa de Trabuco, o segundo nome convidado foi seu colega, o diretor do Bradesco e ex-secretário do Tesouro no governo Lula, Joaquim Levy.
Nome de confiança do mercado financeiro, ex-aluno e próximo a Armínio Fraga e um dos colaboradores do programa do PSDB à presidência, Levy é conhecido por sua ortodoxia neoliberal. Ou seja, é o cara que faz de tudo e mais um pouco para garantir os lucros dos banqueiros e investidores internacionais.
Dizer que o nome anunciado como novo ministro da Fazenda é neoliberal pode parecer um tanto vago. O que de fato pensa Joaquim Levy? Vejamos. Em setembro último, Levy divulgou um documento sobre a situação do país e o que precisaria ser feito, em sua opinião, para melhorar a economia. Entre as propostas estão a "liberação da obrigatoriedade da Petrobras participar de todos os projetos do pré-sal", a defesa das concessões e privatizações do petróleo, as altas taxas de juros para controlar a inflação e, sobre relações trabalhistas, a defesa de forma explícita de "modificar a lei de forma que os contratos negociados entre as partes prevaleçam". Ou seja, em outras palavras, uma reforma trabalhista nos marcos do que propunha o ACE (Acordo Coletivo Especial).
O anúncio oficial da nova equipe econômica deve ocorrer na próxima quinta, 27, junto com algumas diretrizes da próxima gestão. Entre as medidas cogitadas está um duro ajuste fiscal, principalmente com um corte drástico entre o que é considerado pelo governo "gastos excessivos" do último período, como o seguro desemprego, abono salarial e pensões. Fala-se num corte da ordem de R$ 40 ou R$ 50 bilhões, só pra começar.
Nas mãos do agronegócio
Logo após Levy começar a ser aventado em Brasília, outro nome causou surpresa até entre integrantes do próprio governo. Parecendo uma daquelas notícias-piadas publicadas por sites de humor, foi noticiado que Dilma convidou a presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura. Essa piada, porém, não vai ter graça para os trabalhadores agrícolas, sem-terras, ribeirinhos, quilombolas e indígenas.
Kátia Abreu é a principal representante dos ruralistas, líder da bancada dos latifundiários no Congresso e inimiga confessa do movimento sem-terra e da luta por reforma agrária. Combate as políticas contra o trabalho escravo no campo, assim como é árdua defensora das sementes transgênicas e da Monsanto. Um projeto de sua autoria acaba com a obrigatoriedade da rotulação dos alimentos com sementes geneticamente modificadas.
Em seu mandato em Brasília, já foi agraciada com títulos nada abonadores, como o "Miss desmatamento" e o "Motosserra de Ouro", dado pelo Greenpeace. Ironicamente, a senadora foi apontada pelo próprio jornal britânico Guardian, como "a parlamentar mais perigosa do Brasil", devido o seu posicionamento em relação às políticas ambientais.
As inúmeras pérolas proferidas por Kátia Abreu no exercício do seu cargo poderiam preencher um longo compêndio sobre a forma como pensam os latifundiários. Uma delas, contida no documentário "O Veneno está ne Mesa", de Silvio Tendler (veja aqui), afirma que "milhares e milhares de brasileiros ganham salário mínimo, ou nem isso e, portanto, tem que comer alimento com defensivo sim, pois é a única maneira de fazer alimento mais barato". Ou seja, para a futura ministra da Agricultura, pobre tem que comer agrotóxico. Fazer a reforma agrária, acabar com o latifúndio e beneficiar a agricultura familiar, que é quem garante a produção de alimentos nesse país, na visão de Kátia Abreu, não baratearia os alimentos, mas os agrotóxicos sim.
A nomeação da presidente da CNA para a Agricultura é um balde de gasolina na já explosiva situação do campo brasileiro, em que os sem-terras, pequenos agricultores e indígenas vem sendo assassinados e encurralados pelo avanço do agronegócio.
Para completar esse verdadeiro trem-fantasma que o governo Dilma monta para seu ministério, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), vem sendo fortemente cogitado para o poderoso Ministério das Cidades.
"Rezava uma lenda que o segundo mandato de Dilma Roussef, do PT, seria um novo governo com novas idéias", afirma o Presidente Nacional do PSTU, Zé Maria. "Mas se somamos os novos ministros ao aumento dos juros uma semana depois das eleições, ao aumento do preço da gasolina, ao ajuste fiscal que está sendo preparado pelo governo, temos aí um novo governo, sim, mas com as mesmas e velhas idéias de sempre", denuncia. 
 
Preparar as lutas
As indicações do futuro governo Dilma confirmam, junto com as medidas já tomadas como o aumento dos juros e da gasolina, os futuros desafios que os trabalhadores terão a partir do próximo ano. Cortes no Orçamento, arrocho e o avanço do agronegócio formam um quadro sombrio e reforçam a necessidade de preparar, desde já, as lutas para enfrentar esses ataques.

Presidentes de empreiteiras são presos em escândalo que envolve PT e PSDB

É preciso exigir o confisco dos bens de corruptos e corruptores, além de reforçar a campanha por uma Petrobras 100% estatal

Presidente da construtora UTC é preso pela Polícia Federal

A Polícia Federal desencadeou nesta sexta, 14, a sétima etapa da chamada Operação Lava Jato, que investiga a formação de cartel, fraude e desvio de recursos da Petrobras. Numa ação que durou todo o dia e contou com 300 policiais em cinco estados, foram presos 21 altos executivos das nove maiores empreiteiras do país, incluindo os presidentes da Camargo Corrêa, OAS, Iesa e UTC. O vice-presidente da Mendes Júnior também está entre os detidos e os escritórios da Odebrecht foram vasculhados.
O ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, também foi detido. Duque, ligado ao PT, seria um dos articuladores do esquema e teria recebido propinas através de depósitos milinários em contas localizadas em paraísos fiscais.
Juntas, essas empreiteiras mantêm contratos que somam nada menos que R$ 59 bilhões com a Petrobras (entre 2003 e 2014). A estatal é o atual principal cliente de todas essas empresas. Segundo a polícia, outras seis empreiteiras estariam envolvidas, mas ainda não se teriam provas suficientes para uma ação contra elas.
Lava Jato
A primeira parte da operação deflagrada em março resultou na prisão do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa. Inicialmente montada para investigar lavagem de dinheiro e evasão de divisas, os indícios logo apontaram para a Petrobras e um esquema de formação de cartel entre as grandes empreiteiras, que se reuniam e dividiam os contratos entre si. As licitações eram fraudadas, as obras superfaturadas e as propinas eram pagas a políticos e diretores da estatal. Entre as obras superfaturadas estão a refinaria Abreu e Lima (PE) e o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), no Rio.
Além das principais empreiteiras e da direção da Petrobras, as investigações e os depoimentos tomados na delação premiada revelariam o envolvimento de nada menos que 40 políticos, muito deles peixes graúdos.
Crise política e o rabo preso do PSDB
A inédita prisão dos presidentes das maiores empreiteiras do Brasil deve aprofundar uma crise política que já desgastava o governo Dilma. Mais do que isso, deve expor a relação promíscua e corrupta entre a direção da estatal, o governo, as grandes empresas privadas e, inclusive os partidos da oposição de direita, como o PSDB. Só para se ter uma ideia,  juntas, essas empreiteiras doaram cerca de R$ 200 milhões durante a última campanha eleitoral, valor que deve subir já que as prestações do segundo turno ainda não foram contabilizadas. Doações milionárias que irrigaram campanhas tanto do PT quanto do PSDB.
O escândalo de corrupção na Petrobras mostra um esquema bilionário de desvio de recursos públicos que, com os detalhes vindo à tona, devem comprometer ainda mais o PT e o governo Dilma. Expõe ainda, a exemplo do mensalão, como o Partido dos Trabalhadores, ao optar por governar para as grandes empresas, assumiu os esquemas de corrupção montados pelo PSDB. De acordo com os depoimentos, esse esquema de cartel e propina teria sido articulado ainda nos anos 1990, justamente o período em que FHC avançou na desnacionalização do petróleo com a quebra do monopólio e na privatização da empresa.
O PSDB, por sua vez, que tenta de forma hipócrita capitalizar politicamente o escândalo com o auxílio de grande parte da imprensa, também está envolvido até o pescoço. Ainda de acordo com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, o ex-presidente da legenda, Sérgio Guerra (morto em março), teria recebido R$ 10 milhões de propina para desistir e pôr fim à CPI da Petrobras em 2009.
O envolvimento do PT e do PSDB com o escândalo e as grandes empreiteiras é tão grande que, mesmo com os presidentes das empresas temporariamente presos, os líderes dos partidos na CPI mista no Congresso reforçaram o acordo para blindarem as empreiteiras durante as investigações. 
Punir os corruptos e reestatizar a Petrobras
Apesar da ação inédita, é pouco provável que os presidentes das empreiteiras permaneçam por muito tempo atrás das grades. Menos provável ainda é que essas empreiteiras ressarçam  os cofres públicos de tudo o que foi desviado. Apesar desse primeiro passo, é preciso exigir a prisão de todos os corruptos e corruptores, e que os que já estão presos permaneçam na cadeia. Ou seja, é preciso punir todos os políticos e empresários envolvidos nessa maracutaia, confiscar todos os seus bens, além de estatizar as empreiteiras envolvidas.
Desde o escândalo de Pasadena está cada vez mais evidente como o processo de privatização da Petrobras está intimamente ligado aos casos de corrupção. Ao contrário do que tenta mostrar a oposição de direita, é justamente a ligação cada vez mais promíscua da estatal com o capital privado, em que o PT avançou, que origina os casos de corrupção. Mais do que nunca, é preciso reforçar a campanha por uma Petrobras 100% estatal, controlada pelos trabalhadores, que atue a serviço da população e não para enriquecer os acionistas estrangeiros ou as grandes empreiteiras.

sábado, 4 de outubro de 2014

RESPOSTA DO PSTU AS CALÚNIAS DO CANDIDATO HAROLDO SABÓIA E COMPANHIA CONTRA NOSSO PARTIDO

Já faz alguns meses, desde que iniciou as disputas eleitorais, que militantes do PSOL do Maranhão vêm caluniando nossa organização nas redes sociais. No primeiro momento relutamos em responder porque consideramos de baixo nível e completamente alheia aos métodos que a esquerda revolucionária costuma utilizar para debater suas diferenças. Porém, nos últimos dias essas calúnias se intensificaram obrigando-nos a responder.
Antes, porém, queremos pedir desculpas a todos os militantes honestos e revolucionários desse partido que não coadunam com esse tipo de prática. Por outro lado, vamos tentar não rebaixar o debate ao nível dos ataques infantis dos nossos caluniadores.
Os ataques são tão desonestos que não há qualquer nota assinada por sua direção ou por qualquer uma de suas correntes interna. O debate se faz com postagens irresponsáveis de militantes que entram nas redes sociais como se estivessem entrando em um baile de máscaras. Os militantes revolucionários devem, antes de tudo, dizer de onde falam, pra quem falam e porque falam. É tradição entre as organizações de esquerda gastar salivas falando a verdade de frente, com clareza e não cuspindo calúnias nas costas dos adversários do mesmo campo político.
Para atacar nossa organização os caluniadores atacam o camarada Marcos Silva, candidato ao senado pelo PSTU. Dizem que Marcos Silva burla a lei Maria da Penha, que protege machista, etc. Até agora não falaram de que forma o companheiro burla a lei Maria da Penha e nem muito menos quem é o machista protegido.
Nosso método em relação às opressões é outro. Recentemente uma jovem negra militante do nosso partido foi vítima de racismo, que é uma opressão tão grave quanto o machismo, e nós vamos tornar isso público. Vamos dizer como aconteceu, onde e o nome do agressor. No caso de Marcos Silva, se existe a pessoa prejudicada é bom que se diga quem é.
Nosso Partido tem direção, assim como o PSOL, e nenhuma conversa foi-nos proposta ou qualquer documento formal do PSOL chegou até nossas mãos a cerca desse assunto. O método que esses companheiros escolheram se iguala aos da burguesia, que ataca os partidos de nossa classe escondendo os seus. Já que verdade não é colocada claramente, resta-nos fazer algumas conjecturas.
Quando os caluniadores dizem que protegemos machistas provavelmente estão se referindo a um militante do próprio PSOL, que conforme insinuam nas redes sociais, teria agredido sua ex-namorada que também é militante do PSOL. Esse companheiro foi convidado pelo Movimento Luta Popular para participar de um debate. Dias depois, postagens e mais postagens de militantes do PSOL choveram nas redes socais nos acusando de proteger machista. É cômico, se não fosse trágico, saber que os dois são militantes do PSOL, e não do PSTU, que os nomes dos mesmos seguem preservadíssimos, que nada foi publicado pelo PSOL a respeito desse acontecimento. E somos nós do PSTU que protegemos machistas? Ora, quem deve se posicionar publicamente a cerca desse acontecimento é a direção do PSOL. Se o caso ocorreu e se foi apurado, porque não puniram o agressor, por que não procuraram nossa direção para comunicar o ocorrido, onde está o documento acerca desse caso? Agora, se o PSOL não teve competência para resolver a questão em tela, solicitamos que os movimentos organizados o façam, para além da justiça burguesa. Da mesma forma que exigimos publicamente que o PSOL não jogue suas crises nas costas de nossa organização, nem muito menos tente nos utilizar como sua palmatória política.
Somos um Partido que assume publicamente que as opressões se reproduzem para além da sociedade burguesa, mas também no interior das organizações de esquerda. Nenhum militante, por mais revolucionário que seja, está livre desse tipo de mazela que a burguesia utiliza para melhor explorar e dividir a nossa classe.
Nós caracterizamos que todo homem, em menor ou maior grau, reproduz o machismo. E é por isso mesmo que educamos nossos militantes em outra perspectiva e os sancionamos quando necessário. Porém, não aceitamos que uma questão tão cara para nossas mulheres seja transformada em especulação ou usada para caluniar militantes. Esse método desqualificado e pequeno-burguês de tratar a questão das opressões é um desserviço à luta dos oprimidos. Para além de discurso, nosso Partido tem se dedicado a organizar a luta dos setores oprimidos de nossa classe. Ajudamos a construir o maior encontro de Mulheres e de Negros e Negras Socialistas dos últimos 20 anos em nosso país, via CSP Conlutas. Também foi pela CSP Conlutas que construímos um encontro de LGBT com mais de quinhentos participantes, e um encontro com 150 travestis em SP. Temos clareza de que a revolução socialista brasileira passará necessariamente pelas mãos desses setores oprimidos e explorados de nossa classe. Não por menos que o PSTU  se notabilizou nacionalmente como o partido que lançou, proporcionalmente, o maior número de candidatos negros e mulheres.  

O vale tudo das eleições burguesas por trás dos ataques do PSOL a nossa organização

A maioria das calúnias contra nosso Partido parte de Haroldo Sabóia e da jornalista Fernanda Sabóia. É bom lembrar que Haroldo Sabóia é um político tradicional que já passou pelo PMDB, PDT, PT, PPS e agora aterrissou no PSOL. Desde que as pesquisas dos institutos ligados a grande mídia mostraram Marcos Silva empatado ou mesmo à frente desse político, o mesmo começou a entrar em um frenético desespero e, juntamente com sua esposa, começaram a enlamear o companheiro Marcos Silva, conforme mostramos acima.
Obviamente que obter mais votos do que o PSOL numa eleição burguesa é uma grande vitória para nossa organização, já que não atuamos nesse processo da mesma como faz o PSOL. No entanto, para nós o mais importante é sair deste processo com nosso Partido mais fortalecido e com classe trabalhadora mais consciente de sua missão histórica que é a construção da Revolução Socialista. Por isso que durante as Jornadas de Junho insistimos em manter nossas bandeiras erguidas e nossa militância nas ruas, diferente do PSOL que capitulou à pressão da grande mídia, dos partidos burgueses e do sentimento pequeno burguês.
As eleições para nossa organização é apenas ponto de apoio para fortalecer a luta da nossa classe. Nossos parlamentares, a professora Amanda Gurgel (Natal- RN) que foi a candidata proporcionalmente mais bem votada do país, vive com salário de professora, bem com o operário Cleber Rabelo (Belém-PA) que vive com salário de operário. Somos radicalmente contrários à profissionalização pelo parlamento. Por isso participamos deste processo com muita tranquilidade. Mais do que eleger parlamentares, dedicamos nossas vidas a construção da Revolução, mais do que discursar nos púlpitos dos parlamentos burgueses, nós queremos falar para nossa classe nas greves.
 Para nós, o “vale tudo” das eleições burguesas deve ser jogado no lixo da história. Não colocamos nosso Partido em risco em meio a essa coreografia eleitoral. Pela Revolução sim, somos capazes de entregar nossas vidas!
Aqueles que destilam veneno contra nossa organização não aparecem nos espaços construídos pelos movimentos sociais para fomentar o debate entre os lutadores. Não apareceram, por exemplo, no debate sobre opressão racial que foi organizado pelos movimentos Quilombo Raça e Classe e Quilombo Urbano, realizado no dia 29 de setembro com os candidatos da esquerda socialista. Apenas o candidato ao governo pelo PSOL, Antônio Pedrosa, e o  candidato a de deputado estadual, professor Joseilton, estiveram presentes, e com esses tratamos das nossas diferenças de maneira direta, sincera e fraterna, olhando olho no olho. É assim que fazemos.
Mesmo onde foi possível construir a frente de esquerda com o PSOL não deixamos nossas diferenças de lado. Onde o PSOL aceitou financiamento de empresas, se aliou ao PMN (Pernambuco) e ao PSDB (Alagoas) e lançaram candidatos sionistas, nós denunciamos duramente, mas fizemos em nota pública do nosso Partido e não jogando indireta nas redes sociais para confundir a militância de esquerda e permitir que alguns abutres que vivem parasitando nosso Partido, igualmente nos caluniem ou mesmo a própria oligarquia e seus bajuladores que se aproveitam de tais calúnias.
Marcos Silva é um militante histórico do nosso Partido e da esquerda do Maranhão, muitas vezes caluniado pela oligarquia que teve que engolir cada uma das suas desgraçadas invenções. Infelizmente, a história se repete desgraçadamente, agora vindo da própria esquerda, e o que é pior, em meio a uma disputa que não é campo da nossa classe, as eleições burguesas. Não vamos aceitar que uma vida dedicada à luta pelo Socialismo seja manchada com calúnias proveniente de quem faz política com os olhos grudados nas urnas.
Por fim, comunicamos que, infelizmente, vamos acionar a justiça burguesa para que todas as calúnias feitas contra Marcos Silva sejam provadas uma a uma e exigimos que a direção do PSOL se posicione publicamente a respeito desse caso.


Direção do PSTU Maranhão