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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

INDEPENDÊNCIA E LUTA É O QUE NOS CARACTERIZA COMO UMA VERDADEIRA ALTERNATIVA

O PSTU é um partido que está ao lado dos trabalhadores e da juventude em suas lutas, nas greves e manifestações de rua. Participamos das eleições por entendermos que este é um momento necessário de assim como fazemos nas nossas demais atividades, denunciar as ações que a burguesia promove contra a nossa classe.

Defendemos o socialismo, como a única forma de os trabalhadores tomarem para si os meios de produção, expropriarem a burguesia e serem os responsáveis pela construção de outro modelo de sociedade. Tendo em vista isso, sabemos que as eleições não vão ser responsáveis pelas mudanças que nossa classe necessita. As eleições burguesas são uma forma de a burguesia manter sua dominação. Apesar de utilizar o discurso da democracia, esse processo não tem nada de democrático, a começar pelo financiamento das candidaturas que é feito por empresas privadas, o tempo na televisão é dividido de forma desproporcional entre os candidatos, a maioria dos debates que ocorrerão terão a participação somente dos partidos que tem mais financiamento privado de campanha.

O PSTU não recebe dinheiro de empresa nenhuma, seja ela uma multinacional ou uma microempresa, não importa o "tamanho" da empresa, ela é uma empresa privada capitalista. Diariamente fazemos denúncias contra essas empresas e não vamos aceitar financiamento delas. Mantemos o nosso partido através da contribuição dos nossos militantes e assim continuaremos, pois nossa concepção bolchevique de partido presa pela independência política e financeira.

As eleições ainda são o período em que as massas mais discutem política, e nosso partido está disposto a fazer esta discussão e mostrar as contradições presentes na sociedade capitalista e no processo eleitoral.

Pedimos votos sim para nossos candidatos e não temos dúvidas de que um voto em uma candidatura do PSTU é um voto contra a burguesia e seus cúmplices.

Esta é nossa concepção e por mais que a mídia burguesa tente nos "abafar", o nosso contato diário com a classe não diminui a certeza de que nossa atuação segue á risca a tarefa revolucionária a qual dedicamos nossa militância.

Convidamos a todos os trabalhadores e aos estudantes, mulheres, homens, negros, LGBTT's, indígenas e quilombolas para conhecerem nosso partido e construir conosco essa ferramenta classista e socialista.

Inaiara Brito, estudante e militante da Juventude do PSTU

quinta-feira, 24 de julho de 2014

No Maranhão, PSTU é proporcionalmente o partido com o maior número de candidaturas femininas

Muitas coligações proporcionais sequer cumpriram a cota de gênero estabelecida pelo TSE
O PSTU acredita na organização e na força das mulheres trabalhadoras e que somente através da luta podemos conseguir vitórias e mudanças para o conjunto dos trabalhadores e da juventude. Entre a multidão que ocupou as ruas nestes últimos tempos, revoltados com a falta e a precariedade dos serviços básicos, houve a presença marcante das mulheres. E não poderia ser diferente. O trabalho mais precário é das mulheres, assim como a responsabilidade do cuidado com o espaço doméstico e a família. Segundo a ONU, a pobreza é feminina, pois 70% dos mais pobres são mulheres. Logo, são elas quem, no mínimo duas vezes por dia, se submetem ao transporte público superlotado. Além disso, recebem até 30% menos que os homens exercendo a mesma função.
Porém essa presença não se expressa nas principais organizações dos espaços da política. As mulheres hoje representam mais de 51% do eleitorado no país, mas o percentual de mulheres no Congresso Nacional não chega a 10%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 513 deputados federais, 45 mulheres foram eleitas nas últimas eleições gerais em 2010, o que representa 9% do total, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No Senado, das 81 vagas, apenas 10 são ocupadas por mulheres. Demonstrando que o espaço das decisões políticas é predominantemente dos homens.
Segundo dados do TSE, no Maranhão o PSTU é o partido com maior número de mulheres em candidaturas proporcionais (50%). Além disso, terá uma mulher a compor uma candidatura majoritária à presidência da república. A professora da UFMA, Claudia Durans, será candidata a vice-presidência. Em sua candidatura, Claudia irá desmascarar o mito de que vivemos em uma democracia racial e fazer um chamado para que organizem os negros e negras na luta contra o racismo. Apresentamos também a candidatura da professora Ana Paula Martins como vice-governadora. Ana Paula é militante do setorial de educação da CSP Conlutas e do Movimento Mulheres em Luta. Entre estas, temos outras candidaturas femininas, servidoras públicas, professoras, militantes dos movimentos sociais, movimentos feministas e racial. Temos muito orgulho de sermos o partido que proporcionalmente possui mais candidatas mulheres, porque nos organizamos diariamente para fazer com que as mulheres da classe trabalhadoras, as mulheres negras, se desenvolvam politicamente e se consolidem como grandes dirigentes políticas da nossa classe. 
O desenvolvimento da sociedade capitalista destinou às mulheres o espaço doméstico. Se estas tarefas ficaram para as mulheres, aos homens ficou a tarefa da produção social, da ocupação das tarefas políticas, públicas, das pesquisas, dos estudos. As mulheres que chegaram a espaços como estes o fizeram enfrentando muito preconceito, machismo, e ainda assim muitas delas foram apagadas pela história. Essa situação concreta das mulheres faz com que muitas mulheres trabalhadoras sejam parte ativa das lutas dos trabalhadores no Brasil e no mundo. Somos muitas que expressamos a importância das mulheres para a luta pelo socialismo, demonstrando aos trabalhadores que as mulheres fortalecem a luta, que podemos e devemos participar da vida política, nas lutas e nas eleições.
Mesmo participando menos que os homens da vida politica, as mulheres trabalhadoras vão votar, mas não decidirão os rumos do país através da eleição. Nós também vamos participar das eleições e vamos apresentar candidaturas, porém, nós utilizaremos o espaço eleitoral para apresentar um programa socialista, que aponte as saídas para os problemas das mulheres e dos homens trabalhadores e da juventude. Nós afirmamos a importância de participar ativamente da vida política, mas não basta ocupar cargos.Queremos incentivar as mulheres trabalhadoras a lutar contra a exploração e opressão e dizer que é importante votar nestas candidaturas, mas que isso somente não basta. Nossas candidaturas estão a serviço das lutas que a classe trabalhadora precisa fazer para ter atendidas as suas necessidades mais sentidas. Para nós, o desafio das mulheres trabalhadoras nas eleições é, além de votar nos partidos que sempre resistiram com suas bandeiras nas lutas, se organizar antes e depois de outubro em uma luta permanente contra a opressão e a exploração.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Convenção do PSTU lança Saulo Arcangeli ao Governo do Maranhão e Marcos Silva ao Senado Federal



Ato discutiu o papel do partido nas eleições com a presença de várias categorias e da juventude.


Neste sábado (28 de junho) foi realizada a Convenção Estadual do PSTU que confirmou o nome do servidor público federal Saulo Arcangeli (42 anos) para Governador e do urbanitário Marcos Silva (48 anos) para Senador. O Partido não fará coligações com nenhum partido. A professora da rede municipal e militante do PSTU, Ana Paula Martins, será a candidata a vice-governadora.

A Convenção realizada no auditório do Sindicato dos Bancários no Centro de São Luís reuniu mais de 100 pessoas de diversas entidades e movimentos sociais do estado em apoio às candidaturas do PSTU. Durante o evento foi reafirmada a construção de uma candidatura de esquerda e socialista que expressará as lutas populares e as greves do último período em nosso estado em oposição às candidaturas de Edinho Lobão (PMDB) e Flávio Dino (PC do B).

Esteve presente na convenção Cláudia Durans, professora da UFMA e assistente social, candidata à Vice-Presidência da República pelo PSTU na chapa encabeçada por Zé Maria de Almeida. Cláudia ressaltou a importância do debate contra as opressões no Maranhão e que as candidaturas do PSTU no estado estarão à serviço da luta contra o machismo, o racismo e a homofobia.

Para Saulo cada voto conquistado pelo PSTU nestas eleições será um passo para o fortalecimento das mobilizações e lutas em nosso estado, frutos da insatisfação da população contra seus governantes. Ana Paula Martins, professora da rede municipal de São Luís, categoria em greve contra a Prefeitura de Edvaldo Holanda (PTC), afirmou que as candidaturas do partido se colocam à disposição das lutas que estiverem ocorrendo em todo o Estado.

Segundo Marcos Silva, o PSTU apresentará um verdadeiro projeto de mudança em nosso estado capaz de alterar o quadro de miséria e barbárie que vive o Maranhão através da participação direta da população através dos Conselhos Populares.

Os nomes de Saulo Arcangeli e Ana Paula Martins para Governo e Marcos Silva para o Senado foram aclamados por todos os presentes. A campanha começará com visitas às categorias em seus locais de trabalho e a preparação de seminários temáticos que debaterão um Maranhão para os trabalhadores.
 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O PSTU apresenta a candidatura de Saulo Arcangeli para o governo do Maranhão

É preciso não cair na armadilha da polarização entre Flavio Dino (PC do B) e Edinho Lobão (PMDB)
 
O programa político que o PSTU defende ao longo de seus 20 anos de existência começa a ser abraçado por parte significativa da classe trabalhadora e pela juventude  deste país.  As pautas das grandes mobilizações dos últimos meses confirmam esta afirmação. Orgulhamo-nos disso, de ser um partido que se identifica mais com as lutas do nosso povo do que com as eleições, por isso insistimos em levantar nossas bandeiras durante as jornadas de junho, já que a luta sempre foi a principal arena de nossa organização.
 
Porém, entendemos que o cenário político atual no Maranhão coloca o debate eleitoral em outro patamar. É uma eleição que acontecerá combinada com muitas lutas e a necessária elevação da consciência dos trabalhadores. Sabemos, também, que muitos trabalhadores que têm acordo com nossa política são levados pela propaganda do tal “voto útil” e acabam votando nas oposições que nascem das divisões internas da burguesia, que, com certeza, prosseguirão massacrando nossa classe.
 
A decepção com o governo de Jackson Lago (PDT/PT/PC do B), o desastre que está sendo a gestão de Edvaldo Holanda Jr (PTC/ PC do B) na prefeitura municipal de São Luís e a traição em escala nacional do PT deve servir com alerta vermelho dos limites de um possível governo de Flavio Dino. Os trabalhadores precisam discutir seriamente uma alternativa pra valer que realmente melhore as suas condições de vida.
 
Desde já, nós queremos chamar a atenção desses companheiros e companheiras para a necessidade de fortalecer as candidaturas do PSTU como alternativas para os trabalhadores e a juventude nessas eleições, pois isso tem relação  direta com o fortalecimento das lutas que estão se alastrando em nosso país e, em especial, no Maranhão.
 
A dupla Flavio Dino e Edinho Lobão não constitui uma alternativa de mudança para o Maranhão
 
A fragilidade da oligarquia Sarney neste último período é tão notória que seu grupo não conseguiu sequer lançar os candidatos que desejavam, o que reflete uma clara divisão na “corte do rei”, obrigando o grupo a lançar o “bobo da corte” Edinho Lobão (PMDB) para disputar as eleições para o governo do estado.
Muitos descontentes com a oligarquia preferiram, então, migrar para o campo político que tem à frente o candidato Flávio Dino (PC do B), pois poderão, talvez com mais facilidade, continuar obtendo dividendos políticos e econômicos para os seus interesses e dos poderosos que representam. Lá, inclusive, irão encontrar antigos aliados que se bandearam anteriormente.
Se o PC d B sair vitorioso nas eleições de outubro, o grupo Sarney sabe que não será muito difícil recompor alguns de seus “cacos” políticos em torno de um governo de Flavio Dino, afinal de contas, o PC do B e o PMDB defendem o mesmo programa político para o Brasil, pois ambos são da base de sustentação do governo Dilma e caminharam juntos no Ministério do Turismo com a dupla Gastão Vieira/Flávio Dino.  Além disso, não seria nenhuma novidade para o PC do B estar junto com o PMDB no Maranhão, já que ficaram juntos durante oito anos no governo de Roseana Sarney (1994- 2002). Acrescenta-se a isso a unidade entre Flávio Dino e o odiado ex-prefeito de São Luís, senhor João Castelo (PSDB).
Sabendo disso, a mídia da oligarquia tenta de todas as formas possíveis criar um clima de polarização entre as candidaturas de Flávio Dino e Edson Lobão Filho, justamente para que os trabalhadores não discutam uma alternativa que atenda os seus interesses enquanto classe social. Por isso mesmo, alguns jornalistas ligados ao grupo Sarney chegaram inclusive a propor que retirássemos nossas candidaturas.
 
É PRECISO LUTAR, É POSSIVEL VENCER... NAS LUTAS E NAS URNAS: Saulo Arcangeli para o governo do Estado do Maranhão
 
Mesmo nos momentos em que a classe trabalhadora se encontrava apática e desacreditada devido às traições do PT, do PC do B, da CUT, da UNE, o nosso partido participava das eleições sem rebaixar o programa, sem receber financiamento dos ricos e sem fazer falsas promessas para ganhar votos.
 
Nosso propósito nas eleições é o mesmo que defendemos nas lutas, que os trabalhadores acreditem em suas próprias forças, por isso adotamos o lema “Só a Luta Muda a Vida!”. 
 
Isso não quer dizer que não queremos votos, que não queremos nos eleger. Pelo contrário, cada voto que recebemos e cada um que elegemos simboliza um avanço na consciência da classe trabalhadora. O PSTU não participa das eleições apenas por participar, pois queremos eleger nossos representantes para colocar nosso partido à prova, como fizemos com a vereadora Amanda Gurgel( Natal- RN) e Kleber( Bélem- PA), cujos mandatos estão claramente a serviço da luta dos trabalhadores, inclusive representando incômodo para os partidos de direita e para a burguesia dessas cidades.
 
Acreditamos que não será possível mudar o Maranhão aliado aos empresários, às empreiteiras, à especulação imobiliária, ao agronegócio, aos latifundiários e aos coronéis.  A política de “pacto social” que criou a ilusão de que seria possível conciliar interesses dos trabalhadores com os dos burgueses demonstrou sua inviabilidade. Ao final, sempre acabam governando para os ricos. 
A única alternativa possível para livrar o estado definitivamente do atraso e da oligarquia Sarney é com um governo controlado pelos trabalhadores e sem a participação de oligarcas dissidentes.
 
Por isso, o PSTU lança o sindicalista, professor e militante dos movimentos sociais Saulo Arcangeli como pré-candidato ao governo do Maranhão, principalmente porque ele sempre esteve junto dos que enfrentam diariamente as injustiças, a exploração e as opressões da oligarquia e dos poderosos deste estado e que defenderá um programa que responda aos anseios da classe trabalhadora da cidade e do campo, única responsável pela geração das nossas riquezas.
 
Para Presidente da República apresentamos o companheiro Zé Maria e a maranhense Cláudia Durans, como vice. Queremos fazer uma campanha sintonizada com as lutas do nosso povo. Queremos utilizar o pouco espaço que teremos para denunciar a situação em que se encontram os serviços públicos, denunciar as opressões (racismo, machismo, homofobia), defender as lutas dos trabalhadores em greve, os quilombolas, as comunidades indígenas, os trabalhadores da educação, da saúde, os operários, os ambulantes e o fim da criminalização da luta e dos lutadores.
 
Faremos uma ampla campanha pela suspensão do pagamento da dívida pública, que consome quase 50% do orçamento público e o fim da lei de responsabilidade, que impede que os governos invistam mais de 54% do orçamento em serviços públicos. Faremos isso porque não aceitamos um centavo sequer dos grandes empresários e não nos aliamos a  seus partidos. Nosso objetivo final é ajudar a classe trabalhadora a superar o capitalismo e construir um mundo socialista de homens e mulheres livres!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A LUTA CONTRA O RACISMO E A TENTATIVA IDIOTIZAÇÃO DA REAÇÃO NEGRA

Hertz Dias - PSTU Maranhão

Com a aproximação dos jogos Copa do Mundo cresce a preocupação da burguesia brasileira e de sua mídia com as mobilizações sociais. Tudo indica que a massa negra, que representa o setor mais oprimido e explorado do proletariado brasileiro, começa a entrar em cena e entra com muita força.
O morro cansou de ganhar o asfalto só com suas manifestações culturais, agora é o morro de “carne e osso” que vai ao asfalto com “palavras de ordem”, faixas e bandeiras para dizer não à violência e ao racismo! Copacabana foi tomada como nunca visto na história e para cada favelado morto pela polícia de São Paulo alguns ônibus são incinerados no asfalto! Nas grandes capitais do país esses fatos se repetem.
O proletariado negro organizado também entra em cena, afinal de contas qual é a origem racial dos garis que dobraram o prefeito Eduardo Paes (PMDB) em pleno carnaval carioca? O fenômeno se estendeu por diversas capitais do Brasil, bem como o fenômeno dos “rolezinhos”.  No campo, centenas de comunidades quilombolas resistem na mesma intensidade. Agregado a isso, os inúmeros casos de racismo ocorridos dentro e fora dos campos de futebol coloca o tema racial no centro do debate político.
Porém, como aconteceram durante as “Jornadas de Junho”, os governos, a burguesia, seus partidos e sua mídia comercial tentam controlar essas rebeliões e banalizar o debate e a luta racial. 
Identificamos duas ideologias centrais para esse intento: uma é tentar demonstrar que os preconceitos, em geral, e o racismo, em particular, afetam todos os brasileiros independente da origem racial e da condição social; e a outra é convencer a população de que esses problemas podem ser superados com ações individualizadas ou com a “não luta”. No geral, as exceções são tomadas como regra geral. Há algumas semanas o Programa da Rede Globo “Encontro com Fátima Bernardes” tratou do tema bullying em que as principais vítimas eram brancas, burgueses ou de classe média. Os “pobres coitados” lembravam emocionados dos preconceitos que enfrentaram na infância por terem a boca grande, o corpinho de modelo, o cabelo longo ou pintado, aparelhos nos dentes, sobrancelhas grossas e até dons artísticos. Em meio às lágrimas e soluços relataram que superaram os bullyings com ações individuais; usando a criatividade, o bom humor ou mesmo “ignorando os preconceitos”. O mundo parecia um lugar onde todos discriminam todos e todos por todos são discriminados.
Desta forma, iguala-se alguém que sofre preconceito porque ser “bonita demais” com milhares de pessoas que são discriminadas e mortas por serem negras e pobres. É dessa idiotização que nasce a patética ideia de que o mundo precisa apenas de uma “consciência humana” já que nessa visão distorcida da realidade a consciência negra também produz mais racismo (sic!). Em meio a isso, o jogador do Barcelona, Neymar Júnior, que sempre negou sua origem negra, lança a midiática e ridícula campanha “Somos todos macacos”, que foi imediatamente abraçada por diversos artistas globais. Ao contrário deste, o jogador do Milan, Mário Balotelli, que resolveu enfrentar o racismo com ações mais contundentes, foi rotulado pela imprensa futebolística de provocador, polêmico e marrento. 
No último domingo (04/05/2014) o também jogador do Barcelona, Daniel Alves, ao ser entrevistado no quadro “Na Estrada com Galvão” do programa “Esporte Espetacular”, também da Rede Globo, reforçou a ideia de que combater os racistas não é a melhor forma de combater o racismo, apesar de reconhecer que sofre racismo há 11 anos na Europa. Nota-se que nenhum desses programas relaciona os casos de racismo ocorridos dentro dos campos de futebol com a violência racial cometida contra a população negra de maneira geral. Pelo contrário, Daniel Alves chegou a afirmar no programa supracitado que os racistas dos campos de futebol, talvez, não sejam racistas na vida cotidiana. 
Na verdade, não tendo mais como sustentar a ideia de que o Brasil é uma grande “democracia racial”, a elite brasileira tenta, desesperadamente, criar um novo mito, o do “preconceito democrático”, aquele que pode ser superado com ações individuais ou de preferência com a “não luta”.
Mas, os defensores do “preconceito democrático” não apresentam qualquer estatística que comprove que os opressores estão sofrendo tanto preconceitos quanto os oprimidos. Não apresentam por que não há! Não apresentam porque sabem que os negros, as mulheres e os homossexuais da classe trabalhadora são as principais vitimais das opressões nesse país. Não apresentam porque sabem que os bullyings que os burgueses sofreram de seus coleguinhas nas escolas não os credenciaram as serem baleadas nas costas e arrastadas pelo asfalto quente por mais de 350 metros tendo parte do corpo dilacerado, como aconteceu com a auxiliar de serviços Ana Cláudia. Não os credenciaram porque, diferente dos seus pares de classe, Ana Claudia, Amarildo e DG foram vítimas letais do racismo branco e não de bullyings, que na versão brasileira está servindo como distração ideológica para tornar invisíveis os movimentos de luta contra as opressões e para deslegitimar suas ações coletivas. 
Ora, o que é bullying racial senão eufemismo de racismo!
É preciso lembrar aos modistas de plantão que racismo é uma ideologia que condena e mata negros há centenas de anos no Brasil e em todo o mundo. O novo é a tentativa de banalização dessas práticas e das lutas que devem ser travadas para a sua eliminação. Se um negro discriminado na escola é vítima de bullying, então o que dizer quando o mesmo é morto pela polícia pelo simples fato de ser negro? Amarildo, Ana Claudia, DG e tantos outros foram vítimas de que? De bullying policial”? Sendo assim, o Movimento Negro então deve diluir-se em um hipotético Movimento de Luta contra o Bullying e ensinar os negros a superarem o racismo com ações individuais; quem sabe dançando, cantando ou, preferencialmente, não lutando. É preciso idiotizar as opressões para conter as reações coletivas!

MENOS INDIVIDUALISMO, MAIS ORGANIZAÇÃO POLÍTICA

Nenhuma das ideologias criadas ou resinificadas para garantir a dominação, a humilhação e a exploração capitalista, a exemplo do racismo, podem ser combatidas de maneira consequente com ações individualizadas. Mais do que uma tática circunstancial, o individualismo é a espinha dorsal de sustentação do capitalismo. A equação que atende aos interesses da burguesia não serve aos trabalhadores, nessa relação os opostos não se atraem!
A “batalha das bandeiras”, os ataques aos partidos de esquerdas e aos movimentos sociais ocorridos durante as “Jornadas de Junho” não foi resultado de uma ideologia que brotou de dentro das próprias mobilizações, ela veio de fora, veio da direta direita, da burguesia e da sua mídia comercial. Agora é preciso conter a “fúria negra” que brota das greves, das favelas, dos morros, das palafitas e dos bairros pobres.
A palavra de ordem “Fora UPP” já não é mais um grito só da esquerda, ela se massifica, pela esquerda, no universo da massa negra plebeia sufocada pelo “braço de ferro” do Estado. O argumento de que as mortes ocorridas nos morros cariocas são “incidentes” provocados pela troca de tiros entre policiais e traficantes já não convence tanto, sobretudo, naquelas comunidades em que o próprio governo diz ter “pacificado”. Se existe confronto é porque a “pacificação” é uma farsa ou se as comunidades foram “pacificadas” é porque o enfrentamento da polícia é, indiscriminadamente, contra todos moradores. 
Nessa direção, a realização dos jogos da Copa do Mundo no Brasil está se tornado um evento impopular para os negros em função do aumento da repressão às suas comunidades e o enorme desperdício de dinheiro público. Em seu pronunciamento do 1º de Maio a presidenta Dilma sequer tocou no assunto Copa do Mundo. Há pouco mais de um mês da abertura desses jogos o negro plebeu do país do futebol troca a ideologia do "verdeamarelismo" pelo luto e pela luta contra o extermínio dos seus pares 
Enfim, as ações estão mais coletivas, os enfrentamentos menos espontâneos, a massa negra mais confiante em suas próprias forças e os movimentos sociais aos poucos recuperam o terreno político perdido para o individualismo neoliberal nos últimos vinte anos e para o governo do PT nos últimos dez anos.
Nesse momento é preciso unificar a luta racial em torno de uma plataforma capaz de ligá-la aos interesses gerais do conjunto da classe trabalhadora. A burguesia sabe que o combate consequente ao racismo, com ações coletivas, organizadas e classistas, ajuda a minar as estruturas do capitalismo, sobretudo no país mais negro fora do continente africano.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Roseana Sarney não governa para as mulheres trabalhadoras

Lourdimar Silva
PSTU Maranhão

O Estado do Maranhão vive em uma verdadeira situação de barbárie. A violência e o caos do transporte público na capital de São Luis têm gerado transtornos que afetam os diversos aspectos da vida das pessoas e longe de atender às reais necessidades da população, segue em estado de precariedade. O acesso ao trabalho, lazer, saúde e educação, saneamento básico se tornam mais precários e ineficazes diante da crise da estrutura urbana da cidade. Não é uma realidade recente, mas nos últimos dias temos vivido um verdadeiro caos na cidade de São Luis. O IDH do Maranhão segue como um dos piores do país, onde o nível geral de pobreza na capital é de 59 mil pessoas vivendo na extrema pobreza.  São assaltos, sequestros relâmpagos, assassinatos, agressões e violência das mais diversas. As pessoas saem de suas casas inseguras, com medo de acontecer algo a qualquer momento. Nesta realidade, as mulheres trabalhadoras são fortemente atingidas, em um Estado que vive sob o julgo de uma oligarquia há quase meio século e tem uma mulher como representante.
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), anunciou na tarde desta sexta-feira (4) que não vai entrar na disputa por uma vaga no Senado na eleição de outubro e continuará até o fim do seu mandato em 31 de dezembro deste ano. Esta é a primeira vez em 24 anos que Roseana não vai entrar na disputa eleitoral. Nestes 24 anos, a governadora deixa o Estado em situação de violência e miséria, gerada e reforçada pelos seus mandatos e da oligarquia que faz parte. As mulheres trabalhadoras e negras são em grande parte as maiores afetadas pela política sanguinária da oligarquia Sarney.
Nos últimos meses, o governo do Estado divulgou um balanço positivo da Lei Maria da Penha, se apoiando no fato do aumento de denúncias por parte das mulheres agredidas. Se por um lado, houve certo aumento nos casos de denúncias, não observamos nenhuma melhoria no que diz respeito ao atendimento e acompanhamento das mulheres que denunciaram, nem medidas sobre a punição aos agressores. São Luis é hoje a oitava capital no ranking da violência doméstica. Em todo o Estado, existem 07 delegacias especializadas, e uma casa abrigo.  O atendimento e acolhimento oferecido às mulheres vítimas de violência, na grande maioria dos casos são ineficientes. Uma pesquisa na Vara de Violência doméstica do Estado mostra o perfil das mulheres que denunciam e requerem procedimentos. Segundo os dados estatísticos da pesquisa, a maioria das mulheres que denunciam, são donas de casa, empregadas domésticas e autônomas. Ou seja, são as mulheres que não possuem renda estável, ou que dependem dos companheiros e/ou familiares para sobreviver. São casos denunciados que ocorrem geralmente com as moradoras dos bairros periféricos, onde não garantem estrutura mínima de iluminação e segurança para a população, onde o transporte é mais precário e o serviço de saúde é mais inacessível. Diante disso, as mulheres negras e pobres são as mais atingidas, pois estão mais sujeitas às situações de violência.
Recentemente foram repercutidos na imprensa local casos seguidos de violência contra mulher. A jovem estudante de jornalismo, Dhalia Ferreira, de 22 anos, que estava desaparecida desde o último domingo, (23), foi encontrada quinta-feira, dia 27, esquartejada dentro de um saco plástico. O corpo estava na lixeira do prédio onde morava com o companheiro, no bairro da Cohab. O marido da jovem foi encontrado enforcado em um dos cômodos do apartamento. Outro caso foi de Yasmim Pérola, jovem recém-formada em Enfermagem na UFMA, participava de sua festa de formatura no sábado dia 29 no Structura Buffet, quando teria sido assediada por um rapaz e este o agrediu covardemente, por ela ter sido defendida pelo namorado que a acompanhava. O fato ganhou maiores proporções quando Yasmin decidiu ir embora de sua festa, para evitar novas confusões. Só que, durante sua saída, a formanda que estava acompanhada de mais quatro primas e apenas um homem, foram acuados e novamente agredidos por seguranças da festa. Ocorreu também, nesta noite de sexta-feira, 04 de abril, uma mulher foi abordada, jogada em um carro e estuprada, no Bairro da Cidade Operária em São Luis.
A situação de violência contra a mulher no Maranhão não destoa do restante do país. Estes casos são alguns tristes exemplos da banalização da violência que tem ocorrido contra as mulheres. Quanto a isso não se percebe nenhuma medida efetiva por parte do governo, que trate de priorizar as políticas públicas no tocante ao combate à violência machista. Ao contrário, o tratamento às vítimas, quando acontece é sempre muito demorado, deixando assim margem para outras situações de agressões e ameaças. Não há acompanhamento físico nem psicológico, e as medidas protetivas são ineficientes. Reflete a realidade da Lei Maria da Penha, que demonstra o quanto ainda precisa ser melhorada para atender de fato aos casos de violência doméstica.
 O quadro de violência contra a mulher no Maranhão é uma mostra de que o machismo segue crescendo e que os governos tanto estaduais como federais nada tem feito pra que isso mude. A vida na cidade, para a mulher pobre, é um verdadeiro estado de insegurança. São ruas mal iluminadas, paradas de ônibus sem segurança mínima, ônibus lotados, assédios nos transportes públicos, falta de creche, assédio moral nos locais de trabalho e estudo.  Um Estado que não tem politica pra atender as necessidades dos trabalhadores, também não tem politica pra atender as necessidades especificas das mulheres trabalhadoras, reforçando e usando o machismo pra reproduzir uma forma de sociedade baseada na exploração e na opressão. O que justifica a desigualdade gerada pela absurda concentração de riqueza e que nos conduz ao aumento da violência generalizada? O próprio funcionamento do sistema capitalista nos mostra que essa é sua lógica, e que enquanto ele existir e enquanto existir seus agentes, vai existir desigualdade e miséria. Acreditamos que já passou da hora da classe trabalhadora ajustar as contas com o grupo Sarney. 
Se no Estado a realidade é de muita pobreza, é concreto também as lutas e manifestações que têm acontecido. As jornadas de junho ainda sopram ventos para as bandas de cá. Exemplo disso são as manifestações da população referente à situação do transporte público, onde o povo parou os ônibus em avenidas principais da cidade. A policia militar, os Bombeiros e os Garis de São Luis também estiveram em greve nesta última semana e demonstraram força dos trabalhadores que se organizaram e lutaram. É uma grande vitória quando as categorias se levantam e vão às ruas lutarem por seus direitos!
Categorias discutem e deflagram greves no Estado, como os professores do IFMA e os técnicos e professores da Universidade Federal. A consigna “Fora Sarney”, que ecoou pelo Maranhão em junho e em agosto de 2013 deve ser retomado com mais força e as mulheres são parte deste grito que por muito tempo esteve engasgado na população maranhense. Roseana em seu último ano deste governo vai deixando a certeza de que não governou para as mulheres trabalhadoras deste Estado. Os anos passam, e as exigências de políticas públicas que atendam os trabalhadores e trabalhadoras continuam.
Exigimos que os direitos específicos das mulheres sejam atendidos e que a Lei Maria da Penha seja efetivamente aplicada e ampliada! Que seja levado em consideração as especificidades da saúde da mulher e que todas que tenham filhos tenham direito a creche em tempo integral! Exigimos melhorias na qualidade de vida das mulheres, que sofrem diariamente com o machismo, porém, somente o fim dessa oligarquia e o combate estrutural ao capitalismo é que podem mudar de fato a vida de milhões de mulheres e homens trabalhadores. E por isso afirmamos que as mulheres tem opção. A opção da luta! Devemos apoiar e nos juntar às categorias em greve no Estado, e exigir do governo investimentos para a área de combate à violência contra a mulher.
Todo apoio a mobilização da polícia militar e dos Bombeiros do Maranhão!
Todo apoio à organização dos garis de São Luis!
 Fora Roseana Sarney e toda a oligarquia!
 Basta de violência nos transportes públicos lotados! Punição aos agressores!
Transporte público 24h e iluminação dos pontos de ônibus!
 Pela aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha!
 Por mais investimentos para o combate à violência contra a mulher!
 Mais verbas para Educação, Saúde, Moradia e Transporte!
Desmilitarização e unificação da polícia!
Suspensão de todos os despejos!

Abaixo o machismo! Nenhuma mulher merece ser estuprada!

terça-feira, 4 de março de 2014

Sobre Carnaval e Lagostas: Saulo Arcangeli, pré-candidato do PSTU ao Governo do Maranhão


Assista o pré candidato do PSTU ao Governo do Estado do Maranhão, Saulo Arcangeli, falando sobre as manifestações populares durante o Carnaval.